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Pescado descarregado nos Açores cresce 39,3% em Maio, mas preço médio recua

As descargas de pescado em lota nos Açores aumentaram 39,3% em maio, em termos homólogos, atingindo 1 460,6 toneladas, segundo dados divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA). Apesar da forte subida em volume, o crescimento do valor ficou abaixo da evolução das quantidades descarregadas, com as vendas a totalizarem 5,2 milhões de euros, mais 27,3% do que no mesmo mês do ano anterior.
Os dados do destaque mensal das pescas mostram que maio foi também um mês de recuperação expressiva face a abril. O volume descarregado em lota foi 2,4 vezes superior ao observado no mês precedente, enquanto o valor das vendas aumentou 36,3% em cadeia. Ainda assim, a evolução do preço médio revela uma pressão em sentido contrário: nos Açores, o pescado descarregado foi vendido, em média, a 3,54 euros por quilograma, menos 8,6% do que em maio de 2025 e menos 43,5% do que no mês anterior.
A leitura conjunta dos indicadores mostra, assim, um sector com forte aumento das descargas em maio, mas com uma valorização média inferior por quilograma. O acréscimo das quantidades foi suficiente para elevar o valor global das vendas, embora a descida do preço médio tenha limitado o impacto financeiro do crescimento registado em volume.
As descargas em lota foram dominadas pelo peixe, que representou 1 418,7 toneladas, correspondentes a 97,1% do total descarregado e a 91,5% do valor global. Os moluscos somaram 41,5 toneladas, equivalentes a 2,8% do volume e a 8,4% do valor, enquanto os crustáceos ficaram em cerca de 446 quilogramas, com peso residual no volume total e 0,1% do valor das vendas.
São Miguel concentrou a maior parte das descargas, com 61,7% do volume regional e 55,5% do valor total das vendas. Santa Maria surgiu em segundo lugar em quantidade, com 16,1% do pescado descarregado, embora representando 10,9% do valor. Já o Faial, com 9,7% do volume, teve 11,2% do valor das vendas, assumindo a segunda maior quota em termos financeiros.
Seguiram-se o Pico, com 5,6% do volume e igual percentagem do valor, a Terceira, com 3,3% do volume e 9,3% do valor, São Jorge, com 2,4% do volume e 2,3% do valor, a Graciosa, com 0,8% do volume e 2,8% do valor, as Flores, com 0,4% do volume e 1,9% do valor, e o Corvo, com 0,1% do volume e 0,5% do valor.
A diferença entre ilhas é particularmente visível no preço médio. As Flores registaram o valor mais elevado, com 16,48 euros por quilograma, muito acima da média regional de 3,54 euros. Seguiram-se o Corvo, com 14,69 euros por quilograma, a Graciosa, com 12,84 euros, e a Terceira, com 10,03 euros. No extremo oposto, Santa Maria apresentou o preço médio mais baixo, de 2,41 euros por quilograma, abaixo de São Miguel, com 3,19 euros, São Jorge, com 3,42 euros, Pico, com 3,54 euros, e Faial, com 4,08 euros.
O SREA sublinha que os dados dizem respeito à descarga em lota de peixes, moluscos e crustáceos, não incluindo pescado rejeitado, caldeirada ou algas não destinadas a consumo humano. A informação estatística tem por base os dados disponibilizados pela Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores, S.A..

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