Edit Template

Diferentes paradigmas de governar!

Na visita do Sr. Presidente da República à Região Autónoma da Madeira para celebrar os cinquenta anos de autonomia, tal como fez para com os Açores, Miguel Albuquerque, com o qual até nem simpatizo muito, mas por outro lado, admiro a frontalidade e subtileza das suas declarações, sempre que fala da República!
Na sua intervenção sobre a famigerada lei das Finanças Regionais, já mais badalada do que os Sinos da minha igreja… Albuquerque aproveitando a presença do Presidente da República e de Leitão Amaro, Ministro da Presidência, não se fez rogado em questionar a República sobre o andamento da respetiva lei pelo nomeado Grupo de Trabalho? Perante a habitual demora desses Grupos em resolverem as situações, ironicamente apelidou a República de “Reunite Aguda”, o que levou a assistência a soltar alguns risos, embora de várias cores, não faltando os amarelos…
Por cá, o nosso Presidente aplaude a constituição do Grupo de Trabalho e cria a expetativa de que essa revisão seja boa e em alta. Faz referência à nossa situação arquipelágica e o potencial global para Portugal na sua dimensão atlântica.
Bolieiro possuidor do seu habitual “paradigma”, termo que gosta muito de usar, vai passivamente assistindo ao desenrolar dos acontecimentos, acreditando na bondade, ou diga-se mesmo, honestidade do Primeiro Ministro Luiz Montenegro e dos seus Ministros. Razão tem os Açorianos para duvidar das suas promessas, considerando o histórico deste Governo da República em relação aos Açores. Basta lembrarmos a luta que teve de ser travada com a questão da mobilidade dos Açorianos, do apoio dado às migalhas para a sustentabilidade das IPSS e, mais recentemente, sobre o subsídio para os agricultores dos Açores, do mesmo modo que vem sendo atribuído aos do Continente. Sobre este tema, teve Jorge Rita, Presidente da Federação Agrícola dos Açores de se deslocar a Lisboa, para se entender com o Ministro da Agricultura…
Bolieiro é sem dúvida um homem honesto, com alguma resiliência, mas parece já ter provado não ter carisma para ser Presidente de Governo. Falta-lhe a têmpera de bater murro na mesa e afirmar-se como digno representante do Povo Açoriano, eleito por Sufrágio Universal.
“Felizes os mansos, porque possuirão a terra…” Esta é na verdade uma frase de reflexão bíblica, que não se enquadra na atualidade de uma governança firme e defensora dos seus direitos.
Fernando Mendonça

Edit Template
Notícias Recentes
Conselho Económico e Social alerta para prazos e impacto efectivo dos investimentos do PRR
PPM defende pressão contínua sobre a República para avançar com nova cadeia de Ponta Delgada
Detenção de suspeito de violência doméstica nas Velas
Aprovada correcção de tarifas para portos e núcleos de pesca na Região
Henrique Fonseca atinge as meias-finais na 3.ª Jornada Nacional de Seniores
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2026 Diário dos Açores