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Projecto açoriano de conservação de tartarugas marinhas premiado a nível europeu na categoria Outreach & Awareness dos Greening Awards Initiative 2026

O projecto COSTA – COnsolidating Sea Turtle Conservation in the Azores, desenvolvido pelo Instituto de Investigação em Ciências do Mar – OKEANOS da Universidade dos Açores, foi distinguido com o 1.º lugar na categoria Outreach & Awareness da edição de 2026 dos Greening Awards Initiative, uma iniciativa europeia que reconhece acções de sustentabilidade desenvolvidas por autoridades com funções de guarda costeira.
A iniciativa, organizada conjuntamente pela Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA), pela Agência Europeia de Controlo das Pescas (EFCA) e pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), distingue projectos que promovem a transição verde, a sustentabilidade e os objectivos do Pacto Ecológico Europeu. Os vencedores foram anunciados durante o Annual European Coast Guard Event, organizado pela EMSA, que decorreu nos dias 9 e 10 de Junho de 2026 em São Miguel.
O projecto COSTA resulta de uma ampla parceria institucional, envolvendo o OKEANOS, a Direcção Regional das Políticas Marítimas do Governo dos Açores (DRPM), o Observatório do Mar dos Açores (OMA), a Flying Sharks e o Instituto Politécnico de Leiria (IPL), contando ainda com o contributo fundamental de diversos parceiros nacionais e internacionais.
Em nota de imprensa, o OKEANOS expressou o seu agradecimento à Direcção Regional das Pescas, à US Fish and Wildlife Service e ao Archie Carr Center for Sea Turtle Research (ACCSTR) “pelo apoio, bem como às empresas de observação de cetáceos dos Açores, aos diversos armadores da frota de pesca e todos os envolvidos que, ao longo dos anos, têm contribuído activamente para o sucesso do projecto.”
Com mais de uma década de implementação contínua, o projecto COSTA tem vindo “a consolidar o seu papel na conservação das tartarugas marinhas e dos seus habitats no Atlântico Norte, em particular nas águas dos Açores, através de uma forte componente científica, educativa e de envolvimento da comunidade” bem como tem produzido “conhecimento científico robusto sobre a ecologia das tartarugas marinhas e as interacções com as pescas através da recolha sistemática de dados de elevada qualidade sobre capturas acessórias (bycatch), tendências demográficas e características biológicas.” Através de observadores das pescas devidamente formados, embarcados na frota portuguesa de palangre industrial, “o projecto gera informação essencial para apoiar uma gestão baseada na evidência científica, promovendo simultaneamente práticas de manuseamento mais seguras entre os pescadores”, salientou o instituto.
“Através da recolha sistemática de dados científicos, formação de pescadores, promoção de boas práticas de manuseamento e libertação de tartarugas, bem como acções de sensibilização junto do público escolar e da sociedade civil, o COSTA tem promovido uma abordagem integrada à conservação marinha”, frisou a nota que evidenciou ainda que só em 2024, o OMA “realizou 45 sessões educativas dirigidas a crianças dos 3 aos 13 anos, alcançando um total de 998 participantes”, impacto este que foi “ampliado através de eventos públicos e programas sazonais de sensibilização.”
O projecto reforçou ainda “a sua componente de divulgação e envolvimento do público através de parcerias com empresas de observação de cetáceos, ligando as actividades científicas à sociedade, em particular através do programa de marcação de tartarugas marinhas”, com doze empresas, distribuídas por cinco ilhas que colaboraram “neste programa, aproximando a ciência de diferentes públicos através de sessões informativas e experiências únicas no mar”. Desde o início do projecto COSTA, “foram marcadas centenas de tartarugas marinhas e implementadas acções de monitorização de investigação que permitem estabelecer uma ligação directa entre a investigação científica e o envolvimento da comunidade.”
“Este reconhecimento europeu reforça a relevância do trabalho desenvolvido nos Açores na promoção da literacia do oceano, da sustentabilidade das pescas e da protecção da biodiversidade marinha, sublinhando o impacto duradouro de um projecto construído ao longo de mais de uma década de colaboração entre ciência, administração pública e sector marítimo”, finalizou a nota.

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