A renda mediana dos novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares nos Açores situou-se em 6,02 euros por metro quadrado no primeiro trimestre de 2026, o que corresponde a um aumento homólogo de 7,3%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nas Estatísticas de Rendas da Habitação ao Nível Local.
Apesar da subida, a Região manteve-se abaixo da mediana nacional. Em Portugal, a renda mediana dos 39.395 novos contratos de arrendamento atingiu 9,46 euros por metro quadrado no primeiro trimestre deste ano, mais 9,1% do que no mesmo período de 2025. O número de novos contratos aumentou 0,7% face ao primeiro trimestre do ano passado, quando tinham sido registados 39.123 novos contratos.
Nos Açores, o valor mediano ficou 3,44 euros por metro quadrado abaixo da referência nacional, o que significa que a renda mediana regional dos novos contratos foi 36,4% inferior à do país. O INE sublinha que a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, mas os valores mais elevados continuaram concentrados nos principais mercados urbanos e turísticos: Grande Lisboa, com 14,38 euros por metro quadrado, Região Autónoma da Madeira, com 11,97 euros, Península de Setúbal, com 11,35 euros, Algarve, com 10,71 euros, e Área Metropolitana do Porto, com 10,13 euros.
Numa leitura anual, relativa aos últimos 12 meses terminados em março de 2026, e que o INE assinala como não directamente comparável com os resultados trimestrais, a renda mediana nos Açores situou-se em 6,11 euros por metro quadrado. Entre os municípios açorianos com informação disponível, Ponta Delgada apresentou o valor mais elevado, 7,93 euros por metro quadrado, enquanto a Horta surgiu com o valor mais baixo, 4,55 euros por metro quadrado.
Também nesta óptica anual, a Região ficou abaixo da mediana nacional. Em Portugal, tomando como referência os 149.690 contratos celebrados entre Abril de 2025 e março de 2026, a renda mediana foi de 9,50 euros por metro quadrado, tendo aumentado 8,8% face aos 12 meses terminados em março de 2025 e 2,3% relativamente ao ano acabado em Dezembro de 2025.
O INE esclarece que estes indicadores se referem à mediana das rendas por metro quadrado dos novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, não correspondendo, por isso, ao valor médio das rendas nem ao conjunto de todos os contratos em vigor.
A informação resulta do aproveitamento de dados administrativos da Autoridade Tributária e Aduaneira, designadamente da comunicação de contratos de arrendamento através do Modelo 2 do Imposto do Selo e de informação do Imposto Municipal sobre Imóveis. Para efeitos de apuramento, são considerados contratos de habitação permanente, com renda mensal, área bruta privativa entre 20 e 600 metros quadrados e renda entre 100 e 6.000 euros, sendo exigido um mínimo de 33 observações por unidade territorial.
