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Grupo SATA anuncia redução de prejuízos de quase nove milhões de euros na Azores Airlines no primeiro trimestre

O Grupo SATA registou uma melhoria generalizada dos seus principais indicadores operacionais e financeiros durante o primeiro trimestre de 2026, consolidando a trajetória de recuperação iniciada nos últimos anos. Os resultados agora divulgados pelo Grupo SATA mostram avanços, sobretudo na Azores Airlines, que, como anunciado, conseguiu reduzir prejuízos em 8,6 milhões de euros face ao período homólogo, enquanto a SATA Air Açores reforçou a rentabilidade operacional, multiplicando por mais de oito vezes o EBITDA registado no mesmo período de 2025.
Conforme salientado em comunicado da empresa, num contexto ainda marcado por constrangimentos estruturais no setor da aviação, nomeadamente o aumento dos custos de combustível, cujo impacto começou a sentir-se já em março, e a manutenção de elevados custos de manutenção aeronáutica, a transportadora aérea açoriana manteve a tendência de melhoria operacional, resultado das medidas de eficiência e controlo implementadas nos últimos anos no âmbito do Plano de Sustentabilidade Financeira.
No mesmo comunicado, o presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, Tiago Santos, sublinha que os números agora apresentados “demonstram que as medidas previstas no Plano de Sustentabilidade Financeira continuam a produzir efeitos positivos na atividade e nos resultados das empresas do Grupo”, acrescentando que os progressos alcançados em 2025 estão a prolongar-se este ano, reforçando a confiança na sustentabilidade futura da companhia.
De acordo com os números agora divulgados, a principal evolução financeira do grupo verificou-se na Azores Airlines. Durante os primeiros três meses do ano, a transportadora aérea operou 2.088 voos, menos 7,5% do que no período homólogo de 2025, quando realizou 2.257 operações. O número de passageiros transportados também recuou, passando de 302 mil para cerca de 272 mil passageiros, uma redução de 9,9%.
A diminuição da operação enquadra-se numa estratégia de ajustamento da oferta e otimização da rede. A capacidade disponibilizada caiu 7,2% e a taxa média de ocupação fixou-se nos 74,4%, abaixo dos 76,6% registados no primeiro trimestre do ano passado.
Apesar da redução da atividade, as receitas operacionais cresceram 1,7%, atingindo os 47 milhões de euros, enquanto os custos operacionais diminuíram 2,6%, fixando-se em 55,7 milhões de euros, menos 1,5 milhões face ao período homólogo.
O impacto desta evolução refletiu-se diretamente no EBITDA, que passou de um resultado negativo de 10,9 milhões de euros em 2025 para um resultado também negativo, mas melhorado, de 8,6 milhões de euros em 2026, traduzindo uma melhoria operacional de 2,3 milhões.
Mais expressiva foi a evolução do resultado líquido, que embora permaneça negativo, registou uma recuperação muito significativa. O prejuízo desceu de 31 milhões de euros para 22,4 milhões, representando uma redução de aproximadamente 8,6 milhões de euros. Segundo a empresa, esta melhoria foi igualmente influenciada por ganhos cambiais favoráveis registados durante o período.
Na operação regional, a SATA Air Açores manteve uma evolução positiva. A companhia realizou 3.136 voos entre janeiro e março, ligeiramente abaixo dos 3.197 registados no mesmo período de 2025, transportando cerca de 161 mil passageiros, comparando com 163 mil no ano anterior.
A taxa média de ocupação melhorou ligeiramente, passando de 74,6% para 74,8%, sinalizando uma utilização mais eficiente da frota.
As receitas operacionais atingiram os 27,7 milhões de euros, representando um crescimento de 4,3% face aos 26,5 milhões registados no período homólogo.
O EBITDA apresentou uma das evoluções mais expressivas dentro do grupo, aumentando de apenas 98 mil euros em 2025 para 821 mil euros no primeiro trimestre deste ano, multiplicando por mais de oito vezes o resultado operacional anteriormente alcançado.
O resultado líquido manteve-se negativo, situando-se próximo dos dois milhões de euros, mas registando ainda assim uma melhoria de cerca de 332 mil euros relativamente ao ano passado.
A empresa refere que o desempenho continua condicionado pelo aumento das depreciações e amortizações, associadas a investimentos e reparações efetuadas anteriormente, bem como pelo crescimento dos encargos financeiros relacionados com financiamento de longo prazo contratado em 2025.
Por fim, a SATA Gestão de Aeródromos apresentou igualmente resultados positivos, embora abaixo dos registados no mesmo período do ano anterior.
As receitas operacionais cresceram 3,6%, atingindo 1,7 milhões de euros. O EBITDA manteve-se positivo em 203 mil euros, embora abaixo dos 300 mil euros alcançados em igual período de 2025.
Já o resultado líquido fixou-se nos 231 mil euros, comparando com os 488 mil euros registados no primeiro trimestre do ano passado.

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