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Peixe do meu quintal – As Leis da História

Dos países-impérios coloniais surgidos, sobretudo, nos séculos XV e XVI, uma nova ordem ocidental foi imposta belicamente por essas nações europeias, à força das armas, arrancando soberanias às civilizações milenárias existentes ou ocupando terras desabitadas e anexando ao que passariam a chamar de império, pela sua geografia dispersa pelos quatro cantos do planeta.
Estes conquistadores tiveram precedentes, milénios antes e noutros contextos. Alexandre construiu, de forma fulminante, um vasto império, sobretudo continental. Roma teve um dos maiores impérios do mundo então conhecido mas, igualmente, sobretudo continental.
Portugal, pela sua condição prisioneira entre o seu inimigo natural – Castela – e o Mar Atlântico, decidiu a certa altura aventurar-se pelas rotas marítimas que lhe trouxeram proveitos incalculáveis. Nos finais do século dezasseis o império português era tão vasto que a sua pouca população não lhe permitia deixar grandes comunidades nas terras adquiridas. O que abriu outras cobiças por parte de nações como Castela (depois Espanha unida), Holanda, Inglaterra, França e outros. Esses impérios prevaleceram durante séculos, pela força escravizante das chamadas SOBERANIAS de uns e as tiranias de outros.
Com a chegada do século vinte, a nova ordem internacional derivada dos dois desastres de 1914-1918 e 1939-1945, os beligerantes decidiram dar tréguas entre si criando a Liga das Nações, que depois se transformaria na Organização das Nações Unidas (ONU). “A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada oficialmente a 24 de outubro de 1945, após a Segunda Guerra Mundial, com o objetivo principal de manter a paz e a segurança internacionais, fomentar relações amistosas entre as nações e promover a cooperação global.”
Portugal foi admitido como Estado-Membro das Nações Unidas em 14 de dezembro de 1955, tendo depositado a declaração formal de aceitação das obrigações da Carta a 21 de fevereiro de 1956. Portugal tentou entrar em 1946, mas a União Soviética vetou, impedindo esse facto.
Entretanto, muitos dos territórios explorados tomaram em mãos a sua Liberdade, tornando-se países por direito.
Os antigos imperialistas deram ou foram forçados a dar independências às suas colónias. Alguns utilizaram subterfúgios e esquemas que ainda hoje se praticam. O caso da Inglaterra que dava independência mas convencia a colónia a ser membro do seu clube privado denominado Commonwealth. Uma fórmula de perpetuar a visão de poder imperial, retardando indefinidamente o sistema monárquico, alimentando o ego monarca e a nação ex-imperialista.
Em Portugal, a República cortou o cordão umbilical com as parcelas mais controversas perante o Direito internacional ou a Carta das Nações Unidas, mantendo Ilhas que aos olhos vesgos da política internacional, pouco importavam, mas que detinham grandes vantagens para os interesses de Lisboa.
As Ilhas de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe eram desabitadas e foram povoadas pelos portugueses. Delas nasceram dois países aceites e apoiados no seio das nações de hoje. São Tomé e Príncipe tem uma população mais pequena que os Açores – 209 000 habitantes. Através de projetos de parceria com a ONU e Bruxelas, São Tomé e Príncipe tem desenvolvido a sua economia da mesma forma que os Açores: Por Ar e Mar.
São Tomé e Príncipe deixou oficialmente de integrar a categoria de Países Menos Desenvolvidos. Para a ONU, esse marco oficialmente declarado, assinala “uma conquista significativa na jornada de desenvolvimento”.
O Produto Interno Bruto (PIB) nominal de São Tomé e Príncipe ronda atualmente cerca de 1.165 milhões de euros.
O Produto Interno Bruto (PIB) da Região Autónoma dos Açores atingiu 5.753 milhões de euros em 2024 (dados provisórios), o que representou um crescimento real de 2,3% face a 2023.
Enquanto ilhas-estado, os Açores e a Madeira podem ser um país-membro da EU; Receber (diretamente) subsídios de insularidade e fazer os seus próprios acordos com os EUA, sem quaisquer intermediários interesseiros que alegam apenas “soberania” para se apropriarem de todos os loiros, bem à moda do século quinze.
José Soares

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