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O sim e o não, dos direitos e deveres…

Há pessoas que se acomodam com um não, seja de que modo for, como se o mesmo não merecesse explicação. Tudo tem a sua razão de ser, tanto o NÃO como o SIM. Aceitar sem questionar, é conformar-se com a opinião do outro, não exercendo o seu direito de opção.
Por outro lado existem os inconformados, os que não toleram, os protestativos… Posso dizer que me encarno nestes últimos, sempre que sinto a razão do meu lado.
Como inconformado, poderei dizê-lo que fui enquanto trabalhador. Não tendo ambição desmedida, sempre lutei para atingir objetivos, no caso concreto da minha carreira profissional.
Como protestativo, saliento o meu protesto nas chamadas “páginas amarelas” enquanto utente de várias entidades públicas e até se bem me lembro de uma privada. Fi-lo consciente de que tinha razão, mas também com o propósito de participação na melhoria do serviço público. Algumas vezes me deram a razão, por outras fizeram por me convencer de que não a tinha toda, e aí, ninguém é dono de toda a verdade.
De há tempos a esta parte, sei que vou sendo acusado de usar as redes sociais para no dizer de alguns, criticar tudo e mais alguma coisa, talvez até com algum sentido político…
Estou à vontade para afirmar, que nunca me servi da política, mas sim a política que se serviu de mim, enquanto sacrificando a própria família, ajudei a criar alicerces, para que em nome da democracia adquirida em Abril, mais tarde, muitos haveriam de se servir da política como sustento, quantas vezes pela sua incapacidade profissional e, pior ainda, quando por falta de caráter!
Reclamo pela minha rua, quando o ervaçal ultrapassa as paredes, reclamo pelas indignas condições do Bar da Praia da Prainha, o qual pela sua localização e aderência merecia muito mais, do que, o prometido mas continuamente adiado… Reclamo uma Praia Ambiente que possa proceder à recolha do lixo atempadamente em todo o Concelho, sem a contínua desculpa de viaturas avariadas…
Reclamo sempre com o sentido de alerta para a melhoria das condições de vida, que são a minha e daqueles que me rodeiam.
Entretanto também sei dizer SIM! Sempre que vejo contributo profícuo para a nossa sociedade, ou me são exigidos o cumprimento dos meus deveres como cidadão.
O nosso povo tem de se convencer, de que se acabou há muitos anos (ou pelo menos devia ter acabado…) o tempo do Chapéu na mão… Vivemos uma sociedade moderna de deveres e direitos e, estes últimos, tais como os primeiros, não podem ser demitidos!
Fernando Mendonça

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