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CGTP-IN/Açores promete reforçar luta sindical e quer aumentos salariais imediatos

A Coordenadora da CGTP-IN/Açores anunciou que vai intensificar a acção reivindicativa nos próximos meses, defendendo aumentos salariais, a valorização das carreiras e o reforço da contratação colectiva, na sequência de uma reunião realizada em Ponta Delgada para analisar a situação política e social da Região.
Em comunicado, a estrutura sindical faz um balanço dos últimos 11 meses, considerando que este período ficou marcado por “uma enorme luta” dos trabalhadores, traduzida na realização de plenários, greves nos sectores público e privado, duas greves gerais, concentrações, petições e outras iniciativas reivindicativas. A CGTP-IN/Açores sustenta que esta mobilização teve expressão significativa na Região e contribuiu para travar a aprovação do denominado pacote laboral, que classifica como uma derrota do Governo da República e das confederações patronais.
A central sindical acusa ainda o Governo Regional e os partidos que o apoiam na Assembleia Legislativa dos Açores de terem mantido uma postura de “silêncio cúmplice” perante as reivindicações dos trabalhadores.
Para a CGTP-IN/Açores, a actual conjuntura demonstra que existem condições para melhorar os salários e as condições de trabalho, defendendo uma distribuição mais justa da riqueza produzida. A organização considera urgente um aumento geral, significativo e imediato dos salários, bem como a dinamização da contratação colectiva, apontando este instrumento como essencial para reforçar o diálogo social e combater as desigualdades.
Entre as principais reivindicações para 2026, a CGTP-IN/Açores destaca um aumento salarial de 150 euros ou de 15% para todos os trabalhadores, a valorização das carreiras e profissões, a aplicação das 35 horas semanais de trabalho sem perda de remuneração, o combate à precariedade laboral, o aumento do Acréscimo Regional ao Salário Mínimo Nacional para 10% e da Remuneração Complementar para 100 euros.
A estrutura sindical defende ainda a reposição do princípio do tratamento mais favorável ao trabalhador e a revogação da caducidade da contratação colectiva, assegurando que a luta sindical prosseguirá enquanto estas reivindicações não obtiverem resposta.

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