Os Açores voltam a integrar o programa Ciência Viva no Verão, que celebra este ano o 30.º aniversário daquela que é uma das maiores iniciativas nacionais de divulgação científica ao ar livre.
Entre 15 de julho e 15 de setembro, o arquipélago recebe um conjunto diversificado de atividades promovidas pelo Expolab – Centro Ciência Viva, em parceria com instituições científicas e entidades regionais.
A edição de 2026 assume um significado especial, ao associar-se às iniciativas de observação astronómica dedicadas ao eclipse parcial do Sol de 12 de agosto, um dos fenómenos científicos mais aguardados do ano.
As propostas incluem sessões de observação do céu, atividades sobre biodiversidade, geologia, vulcanologia, oceanografia e educação ambiental, proporcionando ao público a oportunidade de contactar diretamente com investigadores e especialistas
Nos Açores, a coordenação da iniciativa cabe ao Expolab – Centro Ciência Viva, que reúne um vasto conjunto de parceiros regionais para desenvolver uma programação multidisciplinar.
Entre as entidades envolvidas encontram-se a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, o Apiário das Margaridas, o Observatório Astronómico de Santana, o Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, o Observatório Microbiano dos Açores, o Centro Ciência de Angra do Heroísmo, o Observatório do Mar dos Açores, o Museu Carlos Machado e o Centro de Educação Ambiental de Lagoa, entre outras instituições.
Um dos momentos de maior destaque da programação regional acontece a 24 de julho, com a realização do Festival de Ciência no Jardim António Borges, em Ponta Delgada. A iniciativa inclui uma gincana científica dirigida a participantes de todas as idades, reunindo desafios e experiências interativas que dão a conhecer parte das atividades preparadas pelos parceiros para os meses de verão.
A nível nacional, a Ciência Viva no Verão promove mais de 800 atividades distribuídas por todo o país, dando continuidade a um projeto iniciado há três décadas, então sob a designação “Astronomia na Praia”.
As ações são organizadas pela Rede Ciência Viva, em colaboração com mais de 80 entidades parceiras, entre instituições científicas, museus, autarquias, associações e empresas, privilegiando o contacto direto entre o público e a comunidade científica em ambientes informais. A programação completa das atividades nos Açores e no restante país já se encontra disponível, bem como as inscrições, através da plataforma da Ciência Viva.
