A Companhia das Ilhas publica este mês dois livros de um novo autor açoriano: Francisco Medeiros (Horta, 1968): “Sabor a Ferrugem” e “Caderno de Campo”.
“Sabor a Ferrugem” é um conjunto de contos que atravessa de forma avulsa a realidade açoriana.
Entre presente e passado, a crueza dos sentimentos e das vidas sem glória irrompem em contraste com a beleza dos lugares. São histórias que, embora isoladas como ilhas, por vezes se ligam entre si, originando possibilidades de um arquipélago. Para uma navegação sem mapa.
O “Caderno de Campo” é uma colectânea de poemas que reflecte as vivências do autor com as coisas da terra, do corpo e do amor e da arte de velejar. Através da dimensão simbólica da natureza, nomeadamente das plantas e do mar, encontramos o questionamento individual diante do mundo e da palavra – a procura de um espaço imaterial por entre a superfície das coisas e o passar dos dias.
Francisco Medeiros nasceu em 1968. Estudou Engenharia Agronómica Tropical na Universidade Técnica de Lisboa.
Tem desenvolvido a vida profissional nas áreas da agricultura e do turismo. Vive nos Açores, é casado e pai de três filhos.
Nesta primeira semana de Julho começou a sair para as livrarias de todo o país, uma obra celebrada nos anos 90: “Do Corvo a Santa Maria”, do poeta e professor Joaquim Manuel Magalhães, em segunda edição corrigida e aumentada.
Neste ano de 2026, a Companhia das Ilhas publicou um novo romance de Maria Brandão: “Greta”, e reeditou dois livros esgotados: “Almas Cativas”, de Roberto de Mesquita, e “Novas Estórias Açorianas”, de Carlos Alberto Machado. E o grande clássico açoriano de todos os tempos: “Mau Tempo no Canal”, de Vitorino Nemésio, em parceria com a Imprensa Nacional.
Neste mesmo ano de 2026, a Companhia das Ilhas viu a Direcção Regional da Cultura negar-lhe o apoio à publicação de livros de autores açorianos.
A Companhia das Ilhas foi fundada em 2011 e já leva quase 400 títulos editados.
