A taxa de inflação homóloga nos Açores fixou-se em 3,55% em junho de 2026, menos 0,24 pontos percentuais do que no mês anterior, mas permaneceu acima dos 3,22% registados no conjunto do país. Os preços na Região aumentaram também mais do que a nível nacional na comparação mensal, enquanto a inflação média dos últimos 12 meses continuou abaixo da média portuguesa.
A taxa de variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC) atingiu 2,35% nos Açores em junho, acima dos 2,22% observados em maio. Apesar desta aceleração, o indicador regional ficou 0,25 pontos percentuais abaixo da taxa nacional, que se situou em 2,60%.
A inflação subjacente, que exclui os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, apresentou nos Açores uma variação média dos últimos 12 meses de 1,73%, comparativamente aos 1,65% registados no mês anterior.
Os produtos alimentares não transformados continuaram a apresentar uma subida média dos preços significativamente superior à inflação geral, embora a respectiva taxa tenha recuado de 6,11% em maio para 6,02% em Junho. Em sentido contrário, a variação média dos preços dos produtos energéticos acelerou de 4,03% para 4,91%.
Entre as diferentes classes de bens e serviços, “Restaurantes e serviços de alojamento” registou a maior subida média dos últimos 12 meses, com um aumento de 7,35%. Seguiram-se os “Serviços de educação”, com 3,52%, e a classe “Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis”, com 3,16%.
As maiores descidas médias ocorreram em “Informação e comunicação”, cujos preços recuaram 2,53%, em “Vestuário e calçado”, com uma diminuição de 0,33%, e em “Bebidas alcoólicas e tabaco”, com uma redução de 0,22%.
Na comparação com Junho de 2025, os preços nos Açores aumentaram 3,55%. A inflação homóloga regional ficou, assim, 0,33 pontos percentuais acima da taxa nacional de 3,22%, apesar de ter desacelerado face ao mês anterior.
A inflação subjacente homóloga acelerou de 2,31% em Maio para 2,65% em junho. Já a variação dos preços dos produtos alimentares não transformados abrandou de 6,00% para 3,33%. Nos produtos energéticos, a taxa homóloga também diminuiu, passando de 17,22% para 13,38%, permanecendo, ainda assim, num nível elevado.
“Restaurantes e serviços de alojamento” foi a classe com o maior aumento homólogo dos preços, de 10,38%. Os “Transportes” registaram uma subida de 6,61%, enquanto os preços relacionados com “Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis” aumentaram 4,30%.
As únicas classes com variações homólogas negativas foram “Informação e comunicação”, com uma descida de 2,74%, e “Vestuário e calçado”, com uma redução de 0,63%.
Os transportes deram o maior contributo positivo para a inflação homóloga regional em Junho, seguindo-se os restaurantes e serviços de alojamento e os produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. Em sentido contrário, as classes de informação e comunicação e de vestuário e calçado contribuíram para travar o crescimento geral dos preços.
Entre Maio e Junho, o IPC aumentou 0,18% nos Açores, depois de ter crescido 1,27% no mês anterior. A variação mensal regional ficou acima dos 0,06% registados no conjunto do país.
Excluindo os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, os preços aumentaram 0,72% num mês, acima da variação de 0,40% observada em maio. A classe de restaurantes e serviços de alojamento exerceu a maior pressão mensal sobre os preços, com uma subida de 5,13%, enquanto a classe de habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis registou uma descida de 1,56%.