Uma análise do Serviço de Gestão de Emergências Copernicus detectou subsidência até 7 milímetros por ano e deslocamento para oeste até 9 milímetros anuais no sector ocidental do vulcão de Santa Bárbara.
Os resultados constam da activação EMSN229, concluída pelo módulo de Mapeamento de Riscos e Recuperação do Serviço de Gestão de Emergências Copernicus (Copernicus EMS). A informação foi divulgada numa publicação datada de 22 de Junho de 2026, que apresenta dados actualizados sobre a deformação da crosta terrestre na área do vulcão de Santa Bárbara, na ilha Terceira.
Segundo o Copernicus EMS, foram identificados padrões mensuráveis de deformação do solo no sector oeste do vulcão. A análise do deslocamento vertical revelou uma subsidência (movimento descendente da superfície) que pode atingir 7 milímetros por ano ao longo da costa ocidental da ilha.
Na mesma área, as medições do deslocamento horizontal indicaram movimentos do solo em direcção a oeste até 9 milímetros por ano. Estes valores correspondem aos máximos identificados pela análise e não significam que toda a zona abrangida apresente movimentos com a mesma intensidade.
A avaliação baseou-se em imagens de radar do satélite Sentinel-1 adquiridas entre Maio de 2017 e Março de 2026. De acordo com o Copernicus EMS, foram utilizadas técnicas avançadas de interferometria de radar para acompanhar os movimentos do solo na Terceira.
O trabalho combinou dois métodos de análise: a Interferometria de Dispersores Persistentes (PSI) e o Subconjunto de Linha de Base Pequena (SBAS). A aplicação conjunta destas metodologias permitiu produzir mapas detalhados e séries temporais sobre a evolução da deformação do terreno.
Além da identificação dos movimentos no sector ocidental do vulcão de Santa Bárbara, a activação EMSN229 produziu informação sobre a deformação vertical e sobre os deslocamentos no eixo leste-oeste em toda a ilha. O Copernicus considera que estes produtos proporcionam uma visão mais abrangente dos movimentos da superfície terrestre na Terceira.
Segundo a mesma fonte, os dados destinam-se a apoiar as autoridades açorianas na monitorização da actividade vulcânica, no planeamento das medidas de preparação e na definição de acções de mitigação dos riscos associados a potenciais perigos vulcânicos e sísmicos.
A publicação não apresenta uma interpretação sobre a causa específica dos movimentos detectados nem indica qualquer alteração do nível de alerta vulcânico ou sísmico. O documento limita-se a identificar e quantificar os padrões de deformação observados através das imagens de radar.
Protecção Civil preparou
plano de evacuação para
as Cinco Ribeiras
Na edição de ontem, o Diário dos Açores noticiou a existência de um plano destinado a assegurar uma eventual evacuação da freguesia das Cinco Ribeiras, na ilha Terceira, por via terrestre, marítima e aérea. A informação foi divulgada pelo Governo Regional na resposta a um requerimento apresentado pela Iniciativa Liberal, que procurou conhecer as medidas de prevenção e protecção preparadas para aquela localidade.
A resposta do executivo confirmou, assim, que as autoridades regionais contemplam diferentes alternativas para retirar a população caso as circunstâncias obriguem à adopção dessa medida. A previsão das três vias de evacuação procura garantir opções de resposta perante diferentes condicionamentos dos acessos e das comunicações.
A existência deste plano tem carácter preventivo e de preparação para uma eventual situação de emergência.
