A exposição “Bordadeiras da Maia”, que inaugura hoje, dia 30 de Julho, às 17h00, no Núcleo de Santo André, assinala o Dia Mundial do Bordado e dá a conhecer o trabalho desenvolvido por um grupo de bordadeiras da freguesia da Maia, concelho da Ribeira Grande. Reunindo-se semanalmente sob a orientação de Maria das Dores Moniz, estas mulheres dedicam-se à aprendizagem, exploração e recriação de técnicas tradicionais de bordado.
Do ponto cheio ao Hardanger, do pé-de-flor ao matiz, passando pelo ponto cruz e outras técnicas, cada participante cria peças que “reflectem percursos de vida, sensibilidades e preferências individuais. Desenvolvido de forma livre, sem objectivos para além da própria prática e expressão pessoal, o trabalho apresentado distingue-se pela diversidade e criatividade. A exposição destaca não só a mestria técnica das bordadeiras, mas também a singularidade da expressão artística de cada uma”, lê-se em comunicado.
Desde o início de 2026, a equipa de Património Cultural Imaterial do Museu Carlos Machado tem acompanhado este grupo através de visitas regulares, entrevistas e momentos de trabalho colaborativo. As bordadeiras participaram activamente na concepção da exposição, incluindo uma visita ao museu para partilha de ideias, memórias e perspectivas sobre o seu trabalho. Deste processo resultaram diversos registos documentais que “contribuem para a valorização, transmissão e salvaguarda destes saberes-fazer, enquanto expressão do Património Cultural Imaterial e testemunho da cultura material da ilha de São Miguel”, frisa.
A exposição “Bordadeiras da Maia” está patente no Núcleo de Santo André entre 30 de Julho e 11 de Outubro de 2026.
