A Prolacto anunciou ter obtido da AENOR uma certificação independente para leite de pastagem dos Açores, destinada a comprovar a origem do produto em sistemas de produção assentes na pastagem natural.
A empresa apresenta este reconhecimento como uma forma de reforçar a diferenciação do leite açoriano nos mercados internacionais, através da certificação da respectiva origem por uma entidade externa, sendo a AENOR uma entidade internacional de certificação.
A certificação enquadra-se na estratégia da Prolacto para desenvolver ingredientes lácteos de valor acrescentado destinados à nutrição infantil e a segmentos especializados da indústria alimentar. Entre as aplicações identificadas pela empresa encontram-se bebidas à base de café, chá e cacau, chocolates e outras formulações dirigidas ao mercado considerado “premium”.
“Sendo uma certificação independente, este reconhecimento reforça o valor da origem açoriana e diferencia o nosso leite nos mercados internacionais mais exigentes”, sustenta a Prolacto.
A empresa defende que a valorização da origem, a inovação e a diferenciação dos produtos são determinantes para a sustentabilidade futura da fileira leiteira regional. Na análise que apresenta, o sector enfrenta custos superiores aos registados nas principais regiões produtoras europeias e uma crescente pressão promocional no comércio a retalho.
Perante este contexto, a Prolacto considera que a competitividade da produção leiteira açoriana deverá assentar na criação de maior valor, através do desenvolvimento de produtos diferenciados e capazes de competir internacionalmente pelas suas características, qualidade e origem.
“O futuro passa por ter custos ajustados à realidade e transformar uma matéria-prima de excelência em produtos diferenciados, capazes de competir globalmente pelo seu valor, qualidade e origem”, afirma o presidente executivo da Prolacto, Oscar Criado del Rey.
O responsável acrescenta que a empresa pretende continuar a defender o leite açoriano e os respectivos produtores, sustentando que a solução para a fileira passa pelo crescimento do mercado e não pela repartição de um valor económico progressivamente menor.
“Precisamos de um bolo maior, não de dividir um bolo cada vez mais pequeno. É por isso que apostamos na diferenciação, na inovação e na valorização do leite açoriano”, declara Oscar Criado del Rey.
A Prolacto apresenta-se como a única indústria dos Açores exclusivamente dedicada à produção de ingredientes lácteos com a marca Açores para clientes industriais internacionais. A empresa considera que a certificação da AENOR poderá reforçar o posicionamento comercial dos produtos obtidos a partir de leite açoriano.
Os documentos fornecidos não identificam, contudo, a norma aplicada, o âmbito concreto da certificação, as explorações ou o volume de leite abrangidos, a data de entrada em vigor e o período de validade. Também não incluem uma cópia do certificado emitido pela AENOR.
