Os Açores registaram 506.433 dormidas em Junho, menos 3,8% em termos homólogos, apesar do crescimento de 2,4% da hotelaria, enquanto a quebra no semestre atingiu 4,6%, segundo o Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
Os dados de Junho, ainda preliminares, abrangem a hotelaria, o alojamento local e o turismo no espaço rural. O número de hóspedes atingiu 151.287, diminuindo 1,8% face ao mesmo mês de 2025, enquanto a estada média recuou 2,0%, para 3,35 noites. A variação homóloga mensal das dormidas no conjunto dos três segmentos mantém-se negativa desde Outubro do ano passado.
A redução voltou a ser mais acentuada no mercado nacional. Os residentes em Portugal geraram 121.459 dormidas, correspondentes a 24,0% do total e a uma diminuição homóloga de 9,2%. As dormidas de residentes no estrangeiro totalizaram 384.974, representando 76,0% da actividade e um decréscimo de 1,9%.
Os resultados mostram, porém, uma evolução distinta entre os três tipos de alojamento. A hotelaria concentrou 253.740 dormidas, equivalentes a 50,1% do total, e cresceu 2,4% comparativamente com Junho de 2025. O alojamento local, responsável por 228.779 dormidas e 45,2% do total, recuou 8,9%, enquanto o turismo no espaço rural registou 23.914 dormidas, uma quota de 4,7%, e sofreu a maior quebra, de 13,1%.
A hotelaria manteve-se em terreno positivo depois de ter regressado ao crescimento em Maio, embora a taxa de Junho tenha abrandado um ponto percentual face ao mês anterior. O número de hóspedes aumentou 3,4%, para 84.545, sustentado pelo mercado externo, cujas dormidas cresceram 7,0%, para 179.393. Em sentido contrário, o mercado nacional recuou 7,1%, para 74.347 dormidas.
Os proveitos totais da hotelaria aumentaram 9,3% e alcançaram 27.963.168 euros. Os proveitos de aposento cresceram 9,6%, para 22.148.671 euros. A taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 64,3%, menos 0,4 pontos percentuais do que um ano antes, mas a ocupação-quarto subiu 3,4 pontos percentuais, para 77,7%. O rendimento médio por quarto disponível atingiu 122,72 euros e o rendimento médio por quarto utilizado chegou aos 157,86 euros.
No alojamento local, o número de hóspedes caiu 7,4%, para 59.506, e a estada média diminuiu 1,6%, para 3,84 noites. A taxa bruta de ocupação-cama recuou 4,2 pontos percentuais, para 38,1%. Entre as respostas declaradas, 17,6% dos estabelecimentos activos indicaram não ter registado movimento de hóspedes, uma proporção que aumentou 2,5 pontos percentuais.
A evolução negativa do alojamento local estendeu-se a todas as ilhas, com excepção da Graciosa, onde as dormidas cresceram 9,4%. As maiores quebras ocorreram no Corvo, com 32,5%, em Santa Maria, com 27,9%, e na Terceira, com 13,4%.
No turismo no espaço rural, os hóspedes diminuíram 9,8%, para 7.236, enquanto a estada média caiu 3,7%, para 3,30 noites. A taxa líquida de ocupação-cama desceu seis pontos percentuais, para 42,1%, e a ocupação-quarto recuou 2,1 pontos percentuais, para 52,1%. Os proveitos totais baixaram 0,1%, para 2.866.710 euros, embora os proveitos de aposento tenham aumentado 0,7%, para 2.452.941 euros. Este segmento completou o nono mês consecutivo de redução homóloga das dormidas.
Considerando apenas a hotelaria e o alojamento local, que concentraram 95,3% das dormidas, cinco ilhas apresentaram crescimento: Corvo, com 7,2%, Flores, com 4,1%, Pico, com 2,5%, e Faial e Terceira, ambas com 1,4%. As dormidas diminuíram em Santa Maria, 17,2%, São Jorge, 8,9%, São Miguel, 5,0%, e Graciosa, 3,0%.
São Miguel concentrou 319.887 das 482.519 dormidas registadas conjuntamente na hotelaria e no alojamento local, o equivalente a 66,3%. Seguiram-se a Terceira, com 64.822 dormidas, o Pico, com 33.747, e o Faial, com 30.363.
Entre os mercados externos considerados no conjunto dos três segmentos, os Estados Unidos da América mantiveram a primeira posição, com 77.653 dormidas, 20,2% do subtotal dos residentes no estrangeiro e um crescimento homólogo de 3,1%. A Alemanha registou 64.966 dormidas e uma ligeira redução de 0,2%, enquanto Espanha caiu 23,2%, para 38.587. Israel apresentou o maior crescimento percentual, de 108,5%, mas correspondeu a 4.689 dormidas.
No primeiro semestre, os estabelecimentos turísticos dos Açores contabilizaram 1.837.243 dormidas, menos 4,6% do que no mesmo período de 2025, e 578.438 hóspedes, uma diminuição de 3,6%. O mercado nacional caiu 10,0%, para 623.137 dormidas, enquanto os mercados externos recuaram 1,6%, para 1.214.106.
A hotelaria foi o único segmento a crescer no semestre, ainda que apenas 0,3%, atingindo 1.030.824 dormidas. O alojamento local acumulou uma quebra de 9,8%, para 730.364, e o turismo no espaço rural recuou 13,8%, para 76.055. No conjunto do país, em sentido contrário ao observado nos Açores, as dormidas cresceram 0,7% em Junho e 1,3% no primeiro semestre.
O SREA ressalva que os valores de Junho são preliminares e os referentes aos meses de Janeiro a Maio são provisórios. Na hotelaria e no turismo no espaço rural, os resultados incluem as respostas recebidas e estimativas para as não respostas, enquanto no alojamento local são consideradas apenas as respostas declaradas.
