Os Açores destacaram o MARTEC e o novo navio de investigação entre os investimentos regionais na recta final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR.
Os dois projectos foram salientados por Maria Pereira, coordenadora do Núcleo de Acompanhamento e Monitorização da Estrutura de Missão PRR Açores, durante o encontro “LOADING: Um compromisso público com o futuro”, realizado a 28 de Julho, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.
A responsável afirmou que os investimentos executados nos Açores abrangem áreas que vão da habitação e das respostas sociais à saúde, investigação e infraestruturas. “Vamos cumprir, vamos executar e vamos transformar, porque é para isso que o PRR serve: transformar”, declarou Maria Pereira.
A apresentação dos Açores integrou o painel dedicado ao território e à mobilidade, que reuniu também representantes do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, da Infraestruturas de Portugal e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro. O debate incidiu no impacto do PRR na habitação, mobilidade, infraestruturas e valorização dos territórios.
O encontro reuniu as entidades responsáveis pela execução do Plano, num balanço dos resultados alcançados e de preparação do 10.º e último pedido de pagamento. Ao todo, cerca de 80 entidades estão envolvidas na concretização das medidas financiadas pelo PRR.
A divulgação ocorre quando Portugal entrou no último mês para cumprir os marcos e as metas do Plano, cujo prazo termina em 31 de Agosto de 2026. Três quartos dos marcos e metas já foram cumpridos e após a conclusão do processo relativo ao nono pedido de pagamento, o país deverá aproximar-se de 17,23 mil milhões de euros recebidos, correspondentes a cerca de 80% da dotação total.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirmou no encontro que o objectivo é concluir todos os investimentos e reformas programados. O governante declarou que, se não surgirem novos incidentes, Portugal cumprirá 100% dos investimentos e reformas e não devolverá verbas a Bruxelas.
A Comissão Europeia aprovou também, em 31 de Julho, uma revisão pontual do PRR apresentada por Portugal 10 dias antes. A alteração mantém inalterado o financiamento global atribuído ao país e ajusta um número limitado de metas, simplifica procedimentos e redistribui recursos entre medidas do próprio Plano.
