O Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores (ALRAA), Luís Garcia, desafiou o Clube Naval da Horta e as demais entidades parceiras a avançarem com um projecto destinado a registar e preservar o percurso da Atlantis Cup – Regata da Autonomia, considerando que a história da prova constitui uma parte importante da memória colectiva e do percurso autonómico dos Açores.
O desafio foi lançado na Residência Oficial do Presidente da ALRAA – Cedars House, durante a cerimónia de entrega dos prémios da XXXVII edição da Atlantis Cup – Regata da Autonomia.
“Esta regata tem uma história, tem um percurso, faz parte da Autonomia e é um instrumento de afirmação da nossa Autonomia. É bom que essas coisas fiquem registadas”, afirmou Luís Garcia, anunciando a intenção de iniciar um projecto que reúna, em livro, os testemunhos, os registos e as histórias das provas realizadas até ao momento.
O Presidente do Parlamento açoriano sublinhou que este património deve ser devidamente documentado e salvaguardado para as gerações futuras, lembrando o contributo das centenas de pessoas que, desde a primeira edição, têm participado na organização e realização da regata.
“Temos o dever não só de promover, ano após ano, a regata, mas também de preservar aquilo que é a nossa memória e o contributo de todos aqueles que permitiram que esta prova chegasse até aqui”, frisou, defendendo igualmente a recolha e a preservação dos registos fotográficos, audiovisuais e documentais acumulados ao longo das últimas décadas.
Na ocasião, Luís Garcia destacou a elevada adesão registada nesta edição, que contou com a participação de 40 embarcações e assinalou de forma especial o cinquentenário da Autonomia Constitucional dos Açores.
“Esta regata celebrou os 50 anos da Autonomia da melhor forma possível, porque espelhou aquilo que é o verdadeiro espírito açoriano: saber resistir, enfrentar os problemas e não desistir à primeira”, afirmou.
Com início na ilha de São Miguel, passagem pela Terceira e chegada ao Faial, coincidindo com a abertura oficial da Semana do Mar, a regata voltou a ligar as ilhas através do mar e a projectar os Açores no exterior.
Luís Garcia reconheceu também o esforço desenvolvido pelo Clube Naval da Horta e pelos restantes clubes navais para concretizarem aquela que é a maior prova náutica da Região e uma das mais relevantes regatas de vela de cruzeiro realizadas em Portugal.
“Quem põe esta prova em prática e no mar é que tem verdadeiramente o trabalho. Eu é que tenho de vos agradecer a vossa postura e a vossa vontade de todos os anos, realizarem uma regata digna dos Açores e de levarem aquilo que a Região de melhor a Portugal e ao mundo”, afirmou.
O Presidente da ALRAA agradeceu ainda o contributo dos patrocinadores, dos voluntários, das autarquias, da Associação Regional de Vela dos Açores, dos clubes navais, da autoridade portuária, da autoridade marítima e das restantes entidades envolvidas na organização da prova.
Durante a cerimónia, Luís Garcia entregou a medalha comemorativa dos 50 anos da Autonomia aos clubes náuticos, à Associação Regional de Vela dos Açores, aos responsáveis pela prova e aos skippers de cada uma das embarcações participantes.
“Nem todos vão receber prémios, mas todos os veleiros e todas as organizações vão receber uma medalha comemorativa dos 50 anos da Autonomia, para que se lembrem de que participaram nesta regata no ano do cinquentenário”, explicou.
Realizada pela primeira vez em 1988, a Atlantis Cup – Regata da Autonomia tem vindo a consolidar-se como uma referência da vela de cruzeiro no mar açoriano e como um importante instrumento de promoção das ilhas, fortalecendo simultaneamente os laços de amizade e cooperação entre as comunidades do arquipélago.
No final da intervenção, Luís Garcia reafirmou o compromisso da Assembleia Legislativa com a continuidade do alto patrocínio à prova em 2027, recordando que este apoio institucional foi assumido há 25 anos, por deliberação unânime do Parlamento açoriano, e tem sido mantido pelos sucessivos Presidentes da ALRAA.
“Mesmo que eu não seja Presidente, vou deixar esse compromisso assumido e quem me suceder há de assumi-lo, porque temos sabido, de Presidente para Presidente, manter este compromisso com a Regata da Autonomia”, garantiu.
Luís Garcia lançou ainda o desafio para que a edição de 2027 tenha início na ilha de Santa Maria, manifestando a expectativa de que a próxima regata possa alcançar uma dimensão ainda maior.