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IPMA passa a emitir previsões aeronáuticas para o Pico em Dezembro

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitirá, a partir de Dezembro de 2026, previsões TAF para o Aeródromo do Pico, anunciou uma nota conjunta com o Grupo SATA.
A criação deste serviço integra o trabalho que as duas entidades começaram a desenvolver para reduzir o impacto das condições meteorológicas na operação aérea interilhas. A iniciativa foi tomada depois de recentes episódios de nevoeiro intenso e persistente terem afectado vários aeroportos dos Açores e condicionado a operação aérea.
A previsão TAF, sigla de Terminal Aerodrome Forecast, é uma previsão meteorológica aeronáutica específica para um aeroporto, utilizada pelas companhias no planeamento e despacho dos voos. Inclui informação relevante sobre vento, visibilidade, nebulosidade e fenómenos meteorológicos significativos
Estas previsões são emitidas de seis em seis horas, às 00h00, 06h00, 12h00 e 18h00. O IPMA já disponibiliza registos públicos de TAF para os aeroportos de Ponta Delgada, Lajes, Horta, Santa Maria e Flores, mas o Aeródromo do Pico, identificado pelo código LPPI, não dispõe actualmente de uma emissão regular.
Segundo o comunicado, a disponibilização de previsões TAF permitirá reforçar a informação meteorológica aeronáutica usada na operação interilhas e aumentar as opções de planeamento da SATA Air Açores. A companhia e o IPMA consideram que o novo serviço poderá também permitir que o Pico seja ponderado como aeroporto alternante quando as condições meteorológicas se degradarem noutros aeroportos da rede regional.
Essa utilização ficará, contudo, dependente do cumprimento das condições técnicas, meteorológicas e regulamentares aplicáveis. O documento salienta ainda que a criação do grupo de trabalho não pretende reduzir as exigências operacionais nem flexibilizar os critérios de segurança, mas adaptar os procedimentos e a informação disponível às características da operação aérea nos Açores.
O Grupo SATA e o IPMA destacam a importância da existência de alternativas próximas e operacionalmente viáveis na operação interilhas, realizada com aeronaves cuja autonomia é mais limitada do que a dos aviões de médio curso. O Aeródromo do Pico dispõe igualmente de um sistema de aproximação por instrumentos ILS e, segundo as duas entidades, nem sempre é afectado pelos mesmos fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos do arquipélago.
A SATA espera que a nova informação permita melhorar o planeamento e o despacho dos voos, aumentar a previsibilidade da operação e reduzir os cancelamentos associados à indisponibilidade de informação meteorológica aeronáutica específica para o Pico.
O grupo de trabalho continuará a desenvolver e avaliar soluções técnicas destinadas a reforçar a regularidade, a robustez e a segurança da operação aérea nos Açores.

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