O Município do Nordeste atribui às fortes chuvas de 29 de julho e às correntes marítimas a coloração da água e a acumulação excepcional de detritos nas Piscinas da Boca da Ribeira.
Num comunicado divulgado na sequência de comentários e publicações nas redes sociais sobre as condições daquela zona balnear, a autarquia explica que a precipitação provocou um aumento significativo do caudal da Ribeira do Guilherme.
Segundo o município, o aumento do caudal arrastou para o mar uma grande quantidade de detritos naturais, sedimentos e matéria orgânica. Parte desses materiais terá depois sido devolvida pelas correntes marítimas à zona costeira onde se encontram as Piscinas da Boca da Ribeira.
A autarquia recorda que as piscinas são abastecidas directamente por água do mar e constituem uma infraestrutura balnear natural, ficando, por isso, sujeitas às condições atmosféricas e marítimas. O município sustenta que estas circunstâncias não podem ser controladas através de intervenção humana.
A presença ocasional de areia, algas e outros elementos naturais é considerada normal neste tipo de piscinas. O Município do Nordeste rejeita, contudo, que a alteração da coloração da água e a acumulação de detritos observadas nos dias anteriores à emissão do comunicado tenham resultado de falta de limpeza ou de manutenção do espaço, atribuindo-as directamente às condições meteorológicas adversas.
De acordo com a autarquia, antes do início de cada época balnear são realizados trabalhos de manutenção, reparação e melhoramento das piscinas e das respectivas estruturas de apoio. Durante a época, as piscinas são regularmente esvaziadas e limpas, enquanto os espaços envolventes são alvo de manutenção permanente.
O comunicado acrescenta que os vigilantes e os restantes colaboradores asseguram diariamente a limpeza e conservação das zonas circundantes, assim como a higienização dos balneários, duches e outras infraestruturas destinadas aos banhistas.
O município compromete-se a continuar a acompanhar a situação e a realizar as intervenções consideradas necessárias para assegurar as melhores condições possíveis de utilização, tendo em conta as características naturais da infraestrutura.
No final do comunicado, a autarquia agradece aos munícipes que procuraram informar-se “antes de formular conclusões precipitadas” e sublinha que as equipas de manutenção não podem controlar a chuva, as cheias das ribeiras ou as correntes oceânicas.