A taxa de desemprego nos Açores foi estimada em 5% no segundo trimestre, menos 0,4 pontos percentuais do que no trimestre anterior, mas mais 1,1 pontos em termos homólogos.
Os dados foram divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), com base no Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE). O SREA assinala, contudo, que os valores relativos à população desempregada e à taxa de desemprego têm «fiabilidade reduzida», devido à pequena dimensão das estimativas ou ao elevado coeficiente de variação.
A população desempregada foi estimada em cerca de 6,5 mil pessoas entre Abril e Junho. O número diminuiu 5,8% relativamente às 6,9 mil pessoas contabilizadas no primeiro trimestre, mas aumentou 32,7% em comparação com as 4,9 mil estimadas no segundo trimestre de 2025.
A evolução corresponde a uma redução trimestral da taxa de desemprego de 5,4% para 5% e a uma subida homóloga de 3,9% para 5%.
A população empregada atingiu, por sua vez, 122,1 mil pessoas, aumentando 0,5% face ao segundo trimestre de 2025 e 1,4% em relação aos primeiros três meses deste ano. No trimestre homólogo, estavam empregadas 121,5 mil pessoas e, no primeiro trimestre de 2026, o número fixava-se em 120,4 mil.
Apesar do crescimento homólogo do número de pessoas empregadas, a taxa de emprego situou-se em 59,2%, menos 0,3 pontos percentuais do que um ano antes. Comparativamente com o primeiro trimestre, quando estava em 58,6%, subiu 0,6 pontos percentuais.
A população activa nos Açores foi estimada em 128,6 mil pessoas, mais 1,7% em termos homólogos e mais 0,9% em cadeia. A taxa de actividade alcançou 62,4%, aumentando 0,5 pontos percentuais tanto em relação ao segundo trimestre de 2025 como face ao trimestre anterior.
A população inactiva desceu para 114,9 mil pessoas, diminuindo 0,7% num ano e 0,8% relativamente ao primeiro trimestre. A taxa de inactividade da população com 16 ou mais anos recuou para 38,1%, menos 0,5 pontos percentuais nas duas comparações. A população total foi estimada em 243,5 mil pessoas, mais 0,6% do que no trimestre homólogo e mais 0,1% do que no trimestre anterior.
O rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrem atingiu 1.236 euros, mais 30 euros do que no segundo trimestre de 2025 e mais sete euros do que nos primeiros três meses de 2026.
Os serviços apresentaram o valor mais elevado, com um rendimento médio líquido de 1.259 euros, correspondente a um crescimento homólogo de 2,7%, ou 33 euros. Na indústria, construção, energia e água, o valor fixou-se em 1.138 euros, menos cinco euros do que um ano antes e menos 16 euros face ao trimestre anterior. O relatório não disponibiliza valores para a agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca.
O cálculo dos rendimentos exclui os trabalhadores por conta de outrem que declararam não ter recebido qualquer rendimento no mês de referência e aqueles que não souberam ou não quiseram responder. Na semana de referência do inquérito, 12 mil pessoas entre os 16 e os 89 anos estiveram ausentes do trabalho, das quais 11,5 mil eram empregadas. O volume de trabalho atingiu 3.728.652 horas, mais 184.300 do que no segundo trimestre de 2025 e mais 47.952 do que no trimestre anterior. A média fixou-se em 32,3 horas efectivamente trabalhadas, incluindo no cálculo os empregados que não trabalharam nessa semana.
