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Okeanos e IMAR dizem não ter sido convidados para a cerimónia que assinalou a chegada do navio Azores Ocean

O Instituto Okeanos e o Instituto do Mar afirmam que não foram convidados para a cerimónia que assinalou, na Horta, a chegada do novo navio de investigação Azores Ocean.
A posição foi divulgada pelo Instituto de Investigação em Ciências do Mar Okeanos, da Universidade dos Açores. A nota refere que o evento contou com a presença do presidente do Governo Regional dos Açores, José Bolieiro e da reitora da Universidade dos Açores, Susana Mira Leal, entre outros convidados.
Segundo a informação veiculada, nem o Okeanos, nem o Instituto do Mar (IMAR), nem a comunidade científica dedicada à investigação marinha no pólo da Universidade dos Açores na ilha do Faial receberam convite para o evento.
O instituto considera a ausência particularmente difícil de compreender devido ao trabalho desenvolvido por estas entidades e à sua participação na preparação científica do novo navio. O texto sustenta que o Okeanos e o IMAR são parceiros dos sucessivos governos regionais há cerca de 50 anos, tendo desenvolvido projectos regionais, nacionais e internacionais, serviços de investigação aplicada e programas de monitorização marinha e de gestão de infraestruturas.
Estas actividades, acrescenta a publicação, têm servido de apoio científico às políticas públicas regionais para o mar. O Okeanos e o IMAR, juntamente com o antecessor DOP-UAc, são apresentados como instituições determinantes para a investigação realizada nos Açores e na Universidade dos Açores.

Investigadores
participaram na preparação
do navio

O Okeanos recorda também que o IMAR gere o navio de investigação Arquipélago desde 1993. Quanto ao Azores Ocean, a publicação afirma que os investigadores do instituto participaram na definição das capacidades científicas e do equipamento da embarcação.
Essa colaboração terá abrangido o desenho dos laboratórios, a especificação dos equipamentos científicos e a respectiva selecção.
Perante esse envolvimento, o Okeanos classifica como “dificilmente compreensível” a ausência da comunidade científica e das instituições sediadas no Faial da cerimónia da chegada do navio.

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