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RedPROMAR já reúne 37 observações de vida marinha nos Açores

A plataforma de ciência cidadã RedPROMAR, criada nas Canárias e posteriormente alargada aos Açores, tem uma área regional activa com 37 observações de vida marinha e 28 táxones observados.
A inclusão do arquipélago na iniciativa é confirmada pela Comissão Europeia numa informação publicada a 31 de Julho no portal Inforegio. Segundo a fonte, a RedPROMAR começou por ser desenvolvida nas Canárias e expandiu depois o seu âmbito geográfico aos Açores, à Madeira e a Cabo Verde. Comissão Europeia/Inforegio
A consulta directa da plataforma, realizada a 5 de Agosto, confirmou que a área dedicada aos Açores está acessível e apresenta 37 observações e 28 táxones (grupos usados na classificação científica dos seres vivos). O serviço permite consultar os avistamentos e dispõe de uma opção para comunicar novas observações, embora o envio obrigue ao registo e à autenticação do utilizador. Área dos Açores na RedPROMAR
Entre os últimos avistamentos destacados na página regional encontram-se dois registos da alga Asparagopsis armata, um cachalote, da espécie Physeter macrocephalus, e duas tartarugas-comuns, da espécie Caretta caretta.
Um dos registos públicos corresponde a um cachalote observado a 8 de Junho de 2024. A ficha identifica os Açores como região, apresenta coordenadas geográficas, inclui três fotografias e classifica a observação como pública e validada.
Registo de cachalote
nos Açores

A RedPROMAR permite que mergulhadores, pescadores, estudantes e outros utilizadores do mar fotografem animais ou plantas marinhas e enviem as observações acompanhadas da respectiva localização. Cada registo é posteriormente analisado por especialistas antes de integrar a informação disponibilizada pelo projeto.
A Comissão Europeia salienta que a reunião de milhares de observações individuais ajuda os investigadores a conhecer a distribuição geográfica e os períodos de reprodução das espécies, identificar organismos recém-chegados ou protegidos e acompanhar alterações relacionadas com a actividade humana e as mudanças climáticas.
O sistema pode ainda funcionar como mecanismo de alerta precoce quando são comunicadas concentrações excepcionalmente elevadas de determinados organismos. A informação pretende, deste modo, apoiar cientistas e autoridades públicas na detecção de alterações que poderiam não ser identificadas através dos métodos convencionais de monitorização.
A iniciativa desenvolve também actividades com escolas, procurando reforçar o conhecimento sobre os oceanos e envolver os alunos na recolha de dados científicos. O projecto tem um orçamento global de quase dois milhões de euros, financiado em 85% pela Política de Coesão da União Europeia e em 15% pelo Governo das Canárias.
A Comissão Europeia atribui à plataforma mais de 85 mil avistamentos validados e mais de cinco mil espécies registadas nas águas das Canárias.

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