Dois eclipses serão visíveis nos Açores durante Agosto: um eclipse parcial do Sol no dia 12 e um eclipse parcial da Lua na madrugada do dia 28.
Eclipse solar decorrerá
ao final da tarde
O primeiro fenómeno ocorrerá na Quarta-feira, 12 de Agosto. A Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (NASA) classifica o acontecimento, à escala mundial, como um eclipse total do Sol, mas a totalidade será observada apenas dentro de uma faixa estreita atravessada pela sombra central da Lua.
Essa faixa passará pelo norte da Rússia, Gronelândia, Islândia, Atlântico Norte, Espanha e uma pequena área do Parque Natural de Montesinho, no distrito de Bragança. Os Açores ficarão fora da zona de totalidade e observarão exclusivamente um eclipse parcial, durante o qual a Lua ocultará apenas parte do disco solar.
Os horários variam alguns minutos entre as ilhas. Os cálculos locais do Explorador de Eclipses Solares do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA, arredondados ao minuto, apontam para o início do fenómeno em Ponta Delgada às 17h37 (hora legal dos Açores), o máximo às 18h38 e o final às 19h34. No ponto máximo, cerca de 76,8% da área aparente do disco solar estará encoberta.
Em Angra do Heroísmo, o eclipse deverá começar às 17h34, atingir o máximo às 18h36 e terminar às 19h33, com uma ocultação máxima de cerca de 76,4%. Na Horta, o início está calculado para as 17h34, o máximo para as 18h36 e o final para as 19h33, ficando encobertos cerca de 74,4% do disco solar.
Considerando os diferentes pontos do arquipélago, o eclipse começará aproximadamente às 17h30 e terminará perto das 19h35. O Planetário do Porto – Centro Ciência Viva estima que a ocultação varie entre 72,5% e 77,6% nos Açores, consoante o local de observação.
Como o eclipse será parcial em todo o arquipélago, não haverá qualquer momento em que seja seguro olhar directamente para o Sol sem protecção. A NASA recomenda óculos próprios para eclipses conformes à norma internacional ISO 12312-2 ou métodos de projecção indirecta. Óculos de sol comuns não oferecem protecção. Telescópios, binóculos e câmaras necessitam de filtros solares específicos colocados à frente das lentes.
Em Santa Maria, o Expolab – Centro Ciência Viva dos Açores e a Agência Espacial Portuguesa promovem uma sessão pública na sede desta última entidade, em Vila do Porto. A actividade começa às 16h30, tem entrada livre e prevê a distribuição de óculos apropriados aos participantes, segundo a programação oficial do Eclipse 2026.
Lua ficará parcialmente
coberta na madrugada de 28 de Agosto
O segundo fenómeno ocorrerá na madrugada de Sexta-feira, 28 de agosto. Será um eclipse parcial da Lua, formado quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua cheia e projecta a sua sombra sobre parte da superfície lunar.
As efemérides do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA colocam o início da fase penumbral às 01h23 e 55 segundos, ou 01h24 (hora legal dos Açores) quando arredondado ao minuto. Esta primeira alteração de luminosidade será ténue e poderá ser difícil de distinguir.
A fase parcial, quando a Lua começa a entrar na parte mais escura da sombra terrestre, terá início às 02h33 e 48 segundos, correspondendo a 02h34. O máximo do eclipse ocorrerá às 04h12 e 49 segundos, ou 04h13. A fase parcial terminará às 05h51 e 55 segundos, arredondados para as 05h52, enquanto a fase penumbral se prolongará até às 07h01 e 41 segundos, correspondendo às 07h02.
Todos estes horários são horas locais dos Açores. No continente, os mesmos momentos ocorrerão uma hora mais tarde nos relógios.
O catálogo oficial de eclipses lunares da NASA atribui ao fenómeno uma magnitude umbral de 0,9299. Este valor significa que, no momento máximo, cerca de 93% do diâmetro da Lua estará dentro da parte mais escura da sombra da Terra. O eclipse será, por isso, profundo, mas não total, uma vez que uma pequena parte da Lua permanecerá fora da umbra.
A fase parcial terá uma duração aproximada de três horas e 18 minutos. Ao contrário do eclipse solar, o eclipse da Lua poderá ser observado a olho nu, com binóculos ou telescópio, sem necessidade de protecção ocular. A visibilidade efectiva dos dois fenómenos nos Açores dependerá, contudo, das condições meteorológicas e da existência de céu desimpedido.
