As câmaras municipais dos Açores foram as únicas do país a registarem uma redução do emprego em 2025. As 19 autarquias açorianas contabilizavam 3.215 postos de trabalho em 31 de Dezembro, menos 43 do que os 3.258 registados um ano antes, uma diminuição homóloga de 1,3%, segundo os dados oficiais da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
Os números constam do Boletim Estatístico do Emprego Público n.º 30, divulgado pela DGAEP, e mostram uma evolução nos Açores em sentido contrário à verificada no conjunto do país. Entre Dezembro de 2024 e Dezembro de 2025, o emprego nas câmaras municipais aumentou 2,4% em Portugal, tendo o crescimento abrangido todas as regiões NUTS II com uma única excepção: a Região Autónoma dos Açores.
A DGAEP destaca que os maiores aumentos foram registados na Região Autónoma da Madeira, com uma subida de 4,6%, e na região Centro, com 4,5%. No total do país, as 308 câmaras municipais contabilizavam 118.273 postos de trabalho no final de 2025, contra 115.458 um ano antes, o que corresponde a mais 2.815 postos.
Nos Açores, a redução de 43 postos de trabalho ocorreu sobretudo entre assistentes técnicos e assistentes operacionais. O número de assistentes técnicos baixou de 770 para 750, menos 20, enquanto os assistentes operacionais passaram de 1.796 para 1.779, uma redução de 17.
Registaram-se ainda menos cinco técnicos superiores, passando de 463 para 458, menos um trabalhador na área de informática, de 45 para 44, e menos um dirigente, de 81 para 80. Em sentido contrário, os representantes do poder legislativo e dos órgãos executivos aumentaram de 64 para 65. O número de trabalhadores da polícia municipal manteve-se em 39.
Apesar da redução do emprego, os assistentes operacionais continuavam a representar o maior grupo profissional nas câmaras municipais açorianas, com 1.779 postos de trabalho, seguindo-se os 750 assistentes técnicos e os 458 técnicos superiores.
Os dados da DGAEP indicam ainda que, no final de 2025, cada município açoriano tinha, em média, 169,2 trabalhadores, abaixo dos 171,5 registados um ano antes. A média nacional era significativamente superior, de 384 trabalhadores por município, diferença que deve ser lida tendo em conta a dimensão muito distinta das autarquias e das populações abrangidas em cada região.
Quando o emprego municipal é relacionado com a população residente, os Açores apresentavam 13,1 trabalhadores das câmaras por cada mil habitantes, acima da média nacional de 10,4. Em Dezembro de 2024, o indicador açoriano situava-se em 13,5 trabalhadores por mil residentes.
A informação tem como fonte o Sistema de Informação da Organização do Estado (SIOE), da DGAEP, com dados disponíveis em 24 de Abril de 2026, sendo utilizados para os indicadores relativos à população residente os dados do Instituto Nacional de Estatística. A comparação territorial é efectuada de acordo com a versão de 2024 da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos (NUTS).
