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Moradias nos Açores têm maior quebra mensal do país na avaliação bancária

Os Açores registaram em julho a maior descida mensal do país no valor mediano da avaliação bancária da habitação, com uma redução de 1,9% face a junho, segundo os dados divulgados esta Quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Nas moradias, a quebra foi ainda mais acentuada, atingindo 2,9%, também a maior entre as regiões portuguesas.
A evolução açoriana contrasta com a tendência verificada no conjunto do país. Em Julho, o valor mediano da avaliação bancária da habitação em Portugal fixou-se em 2.240 euros por metro quadrado, mais 12 euros do que no mês anterior, correspondendo a um aumento mensal de 0,5%. O Alentejo apresentou a subida regional mais expressiva, de 1,3%, enquanto os Açores se situaram no extremo oposto, com a referida redução de 1,9%.
Apesar da quebra registada entre Junho e Julho na Região, os dados do INE mostram que a evolução continua positiva quando a comparação é feita com o mesmo mês do ano passado. A nível nacional, o valor mediano aumentou 15,2% em termos homólogos, depois de ter crescido 16,6% em Junho, e o instituto esclarece que nenhuma região registou uma redução face a Julho de 2025. A maior subida homóloga ocorreu na Península de Setúbal, com 20,4%.
A redução mensal foi particularmente marcada no segmento das moradias. Em Portugal, a avaliação mediana deste tipo de habitação alcançou 1.606 euros por metro quadrado, mais 13,6% do que em Julho de 2025 e mais 0,4% do que em Junho. Enquanto o Alentejo registou a maior subida mensal, de 1,9%, os Açores apresentaram a descida mais acentuada, de 2,9%. Também neste segmento nenhuma região apresentou uma queda em termos homólogos.
Nos apartamentos, pelo contrário, o INE refere que não ocorreu qualquer descida mensal em nenhuma região. O valor mediano nacional situou-se em 2.627 euros por metro quadrado, mais 16,5% em termos homólogos e 0,5% relativamente ao mês anterior. O Alentejo apresentou o maior crescimento mensal, de 3,9%, e também a maior subida em comparação com Julho de 2025, de 25,3%.
A análise territorial apresentada pelo INE coloca ainda os Açores abaixo do nível nacional. No mapa do índice do valor mediano da avaliação bancária por regiões NUTS III, em que Portugal corresponde a 100, os Açores apresentam um índice de 74, o que coloca a Região cerca de 26% abaixo da mediana nacional neste indicador. A Madeira surge, por comparação, com um índice de 116.
Em todo o país foram consideradas 34.053 avaliações bancárias para o apuramento dos valores de Julho, das quais 21.036 relativas a apartamentos e 13.017 a moradias. O número total de avaliações aumentou 1,4% relativamente a Junho e 0,6% em comparação com Julho do ano passado.
O INE ressalva que o indicador resulta das avaliações efectuadas pelas instituições bancárias no âmbito de processos de pedido de crédito para aquisição de habitação e, por isso, não corresponde directamente aos preços de venda dos imóveis. Os resultados mensais têm por base as avaliações bancárias efectuadas no mês de referência e nos dois meses anteriores, metodologia destinada a reduzir o impacto das irregularidades decorrentes da heterogeneidade dos imóveis avaliados.

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