O consumo de água faturado nos Açores aumentou 5,3% no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo cerca de 5,3 milhões de metros cúbicos. O setor doméstico continuou a representar a maior parcela do consumo, com 61,0% do total, segundo o mais recente Boletim Trimestral do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
Entre Abril e Junho, os dados do Inquérito Mensal ao Consumo de Água, publicados pelo SREA, mostram um aumento do consumo facturado tanto nas famílias como no sector empresarial. Em sentido contrário, o consumo atribuído ao sector público diminuiu.
O crescimento mais acentuado ocorreu no sector empresarial, onde o consumo de água aumentou 9,4% face ao segundo trimestre de 2025. No sector doméstico, que continua a ser o maior consumidor, a subida homóloga foi de 5,1%. Já no setor público verificou-se uma redução de 5,6%.
Em abril foram facturados 1,806 milhões de metros cúbicos, seguindo-se 1,700 milhões em Maio e 1,745 milhões em junho. A soma dos três meses corresponde a cerca de 5,251 milhões de metros cúbicos, contra aproximadamente 4,988 milhões no mesmo trimestre de 2025.
O consumo doméstico representou a maior parte deste volume. Entre Abril e Junho foram facturados cerca de 3,202 milhões de metros cúbicos neste sector. O consumo empresarial aproximou-se de 1,587 milhões de metros cúbicos, enquanto o sector público ficou em cerca de 461 mil metros cúbicos. Estes valores resultam da soma dos dados mensais publicados no quadro estatístico do SREA.
A evolução no conjunto dos primeiros seis meses do ano foi igualmente positiva, embora menos acentuada. O consumo total de água faturada aumentou 2,3% no primeiro semestre de 2026, relativamente ao período homólogo, passando de cerca de 9,895 milhões para 10,126 milhões de metros cúbicos. Também neste período foi o sector empresarial que apresentou o crescimento relativo mais elevado. O consumo subiu 6,1%, de 2,820 milhões para 2,991 milhões de metros cúbicos. No sector doméstico, o aumento homólogo foi de 2,0%, passando de 6,120 milhões para 6,243 milhões de metros cúbicos. O sector público manteve a tendência contrária. Nos primeiros seis meses deste ano foram facturados 892 mil metros cúbicos, contra 955 mil no mesmo período de 2025, traduzindo uma redução homóloga de 6,7%, de acordo com o SREA.
