O número de nados-vivos aumentou 5,2% nos Açores no segundo trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, mas a Região continuou a registar mais óbitos do que nascimentos. Entre Abril e Junho nasceram 503 crianças e morreram 605 pessoas, o que resultou num saldo natural negativo de 102 pessoas.
Os dados constam do mais recente Boletim Trimestral do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), relativo ao segundo trimestre deste ano, que apresenta os indicadores demográficos com base nas Estatísticas Demográficas do Instituto Nacional de Estatística (INE).
A evolução dos nascimentos foi positiva face ao segundo trimestre de 2025. Nos três meses de Abril, Maio e Junho do ano passado tinham sido contabilizados 478 nados-vivos, contra 503 no mesmo período deste ano, correspondendo ao aumento homólogo de 5,2% assinalado pelo SREA.
Também aumentou, contudo, o número de mortes. No segundo trimestre deste ano foram registados 605 óbitos, mais 15 do que os 590 contabilizados entre Abril e Junho de 2025, traduzindo um crescimento homólogo de 2,5%.
Apesar de continuar negativo, o saldo natural (diferença entre os nascimentos e os óbitos) apresentou assim uma evolução menos desfavorável. O défice foi de 102 pessoas no segundo trimestre de 2026, quando no mesmo período do ano passado tinha atingido 112. Isto significa que, entre Abril e Junho deste ano, morreram nos Açores mais 102 pessoas do que aquelas que nasceram.
A leitura dos dados acumulados desde o início do ano confirma uma melhoria do indicador. No primeiro semestre nasceram 967 crianças nos Açores, mais 27 do que as 940 registadas nos primeiros seis meses de 2025, o que corresponde, segundo o SREA, a um aumento homólogo de 2,9%.
Ao mesmo tempo, entre Janeiro e Junho foram contabilizados 1.248 óbitos, contra 1.253 no primeiro semestre do ano passado. A redução foi de 0,4%, correspondendo a menos cinco mortes.
Da conjugação das duas evoluções resultou um saldo natural de menos 281 pessoas no primeiro semestre de 2026, abaixo do défice de 313 pessoas observado no período homólogo de 2025. A Região continua, portanto, a apresentar um saldo natural negativo, embora a diferença entre óbitos e nascimentos se tenha reduzido em 32 pessoas.
Os dados mensais mostram alguma oscilação ao longo do primeiro semestre. Janeiro apresentou um saldo natural negativo de 94 pessoas, seguindo-se Fevereiro, com menos 61, março, com menos 24, Abril, com menos 40, Maio, com menos 54, e Junho, com menos oito. Junho foi, assim, o mês do semestre em que a diferença entre óbitos e nascimentos foi menos pronunciada.
O boletim do SREA revela ainda uma redução dos casamentos durante o segundo trimestre. Entre Abril e Junho foram realizados 227 casamentos, menos 11 do que no mesmo período de 2025, correspondendo a uma diminuição homóloga de 4,6%. No entanto, considerando todo o primeiro semestre, o movimento é inverso: realizaram-se 381 casamentos, mais dez do que os 371 registados entre Janeiro e Junho do ano passado, um aumento de 2,7%.
O SREA apresenta também os indicadores anuais de mortalidade relativos a 2025. Nesse ano, a taxa bruta de mortalidade nos Açores foi de 10,0 por mil habitantes, menos 0,2 pontos por mil do que em 2024. A taxa de mortalidade infantil fixou-se em 4,6 por mil, igualmente menos 0,2 pontos por mil, enquanto a taxa de mortalidade neonatal desceu de 4,8 por mil em 2024 para 3,6 por mil em 2025, uma redução de 1,2 pontos por mil.
Os números mais recentes mostram, assim, uma recuperação dos nascimentos no início de 2026 e uma ligeira redução dos óbitos no conjunto do semestre. Essa evolução permitiu diminuir o défice natural da população açoriana, mas ainda não foi suficiente para inverter a tendência: nos primeiros seis meses deste ano continuaram a morrer mais pessoas nos Açores do que aquelas que nasceram.
