A actividade turística nos Açores registou em Julho cerca de 648,8 mil dormidas no conjunto da hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural, menos 2,2% do que no mesmo mês de 2025, segundo os resultados preliminares divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA). O número de hóspedes também diminuiu, em 4,0%, para cerca de 177,3 mil, enquanto a estada média aumentou 1,9%, fixando-se em 3,66 noites.
A quebra das dormidas foi mais acentuada no mercado nacional. Os residentes em Portugal foram responsáveis por 109,1 mil dormidas, correspondentes a 16,8% do total, menos 7,8% em termos homólogos. Os residentes no estrangeiro geraram 539,7 mil dormidas, ou 83,2% do total, com uma redução mais ligeira, de 0,9%.
Entre os diferentes segmentos de alojamento, a hotelaria foi o único a apresentar crescimento homólogo das dormidas em Julho. Os estabelecimentos hoteleiros registaram cerca de 299,6 mil dormidas, mais 1,1% do que um ano antes. O alojamento local, que representou 48,7% do total das dormidas turísticas, contabilizou 316,2 mil dormidas, uma redução de 4,5%, enquanto o turismo no espaço rural, com cerca de 33 mil dormidas, recuou 7,1%.
O comportamento dos principais mercados externos foi bastante diferenciado. Segundo o SREA, entre os mercados com maior expressão, o Canadá apresentou um aumento homólogo de 69,2%, Israel cresceu 44,6% e a Alemanha 12,4%. Em sentido contrário, as maiores reduções ocorreram entre os residentes em Espanha, com menos 24,0%, Itália, com uma quebra de 23,1%, e Reino Unido, com menos 14,2%.
Em valores absolutos, os Estados Unidos da América mantiveram-se como o principal mercado externo em Julho, com cerca de 81,9 mil dormidas, equivalentes a 15,2% das dormidas de residentes no estrangeiro, registando um crescimento homólogo de 2,8%. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 81,5 mil dormidas, mais 12,4%, seguindo-se Espanha, com cerca de 60,3 mil, apesar da redução de 24,0%.
Considerando apenas a hotelaria e o alojamento local, que em conjunto representaram 94,9% das dormidas turísticas em Julho, foram contabilizadas 615,8 mil dormidas, menos 1,9% em termos homólogos. Neste conjunto, o mercado nacional recuou 8,9%, para cerca de 104,1 mil dormidas, enquanto os mercados externos diminuíram apenas 0,3%, para aproximadamente 511,7 mil. O número de hóspedes caiu 3,8%, para cerca de 167,9 mil, e a estada média aumentou 2,0%, para 3,67 noites.
A evolução por ilhas foi desigual. No conjunto da hotelaria e alojamento local, o Pico registou o maior crescimento das dormidas, com uma subida de 4,5%, seguindo-se o Faial, com 3,4%. As restantes ilhas apresentaram reduções: Corvo, -28,3%; Graciosa, -10,8%; Santa Maria, -8,7%; Flores, -4,0%; São Miguel, -3,0%; São Jorge, -2,2%; e Terceira, -0,4%.
São Miguel continuou, ainda assim, a concentrar a maior parte da actividade turística regional. Em Julho, a ilha registou cerca de 403,5 mil dormidas na hotelaria e alojamento local, correspondentes a 65,5% do total destes dois segmentos. Seguiram-se a Terceira, com 78,4 mil dormidas, o Pico, com 50,1 mil, e o Faial, com 40,4 mil.
Apesar da redução das dormidas no conjunto da actividade turística, a hotelaria aumentou as receitas em Julho. Os proveitos totais atingiram cerca de 33,65 milhões de euros, mais 6,1% do que no mesmo mês de 2025, enquanto os proveitos de aposento cresceram 6,9%, para aproximadamente 27,30 milhões de euros. O rendimento médio por quarto disponível, o RevPAR, subiu 5,4%, para 145,67 euros, e o rendimento médio por quarto utilizado, o ADR, aumentou 3,8%, para 176,40 euros.
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação-cama fixou-se em 71,6%, menos 0,9 pontos percentuais do que em Julho de 2025, enquanto a taxa líquida de ocupação-quarto aumentou 1,3 pontos percentuais, para 82,6%. O número de hóspedes neste segmento cresceu 0,6%, para cerca de 91,6 mil, e a estada média aumentou 1,7%, para 3,27 noites.
Já no alojamento local, as dormidas diminuíram 4,5%, para cerca de 316,2 mil, e o número de hóspedes caiu 7,4%, para aproximadamente 76,3 mil. A estada média aumentou 3,1%, para 4,14 noites, enquanto a taxa bruta de ocupação-cama recuou 2,7 pontos percentuais, situando-se em 47,9%.
No turismo no espaço rural, as cerca de 33 mil dormidas registadas em Julho representaram uma quebra homóloga de 7,1%. O mercado nacional diminuiu 23,2%, para pouco mais de 5 mil dormidas, e os mercados externos recuaram 3,8%, para cerca de 28 mil. O número de hóspedes caiu 7,7%, para cerca de 9,4 mil, enquanto a estada média se manteve praticamente estável, em 3,53 noites.
No acumulado dos primeiros sete meses de 2026, o conjunto da hotelaria, alojamento local e turismo no espaço rural contabilizou cerca de 2,495 milhões de dormidas, menos 3,7% do que entre Janeiro e Julho de 2025. O número de hóspedes diminuiu 3,5%, para cerca de 757,6 mil, e a estada média recuou 0,2%, para 3,29 noites. O SREA assinala que os resultados de Janeiro a Junho são provisórios e os de Julho preliminares, podendo, por isso, vir a ser revistos.
