O Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, integra, como parceiro da Fundação Gaspar Frutuoso, o recém-aprovado projecto “Azores Biosecurity Action for Rapid Eradication of the Asian Hornet (Vespa velutina)”.
Inserida no European Invasive Alien Species Rapid-Response Fund, a iniciativa conta com um financiamento total elegível de 49.995,75 euros, suportado na íntegra pela International Union for Conservation of Nature and Natural Resources com fundos da União Europeia.
O projecto terá a duração de 12 meses, decorrendo entre 1 de Setembro de 2026 e 31 de Agosto de 2027, assumindo a Fundação Gaspar Frutuoso a responsabilidade pela implementação técnico-científica e financeira.
Caberá à Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação colaborar na execução e acompanhamento das acções no terreno, designadamente através do Serviço de Desenvolvimento Agrário de São Miguel e da Direcção Regional de Agricultura, Veterinária e Alimentação.
A intervenção visa robustecer a capacidade de resposta regional perante esta espécie exótica invasora, cuja presença foi confirmada nos Açores em Janeiro de 2025, após a identificação de um ninho nas Areias de Rabo de Peixe, em São Miguel.
Na sequência desta detecção, os serviços regionais implementaram um rigoroso plano de acção que incluiu a criação de uma brigada especializada, a definição de um perímetro de segurança, a instalação de armadilhas e a monitorização de apiários.
Agora, este novo projecto tem como foco actuar nas fases iniciais da invasão para aumentar as possibilidades de contenção e erradicação, promovendo o mapeamento da espécie, a localização e destruição célere de ninhos, a capacitação técnica de agentes e a sensibilização contínua da população e dos agricultores para a comunicação de novas ocorrências.
Para o Secretário Regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, a aprovação deste projecto “representa um importante reforço da capacidade de resposta dos Açores perante uma espécie invasora que constitui uma ameaça para a apicultura, para a biodiversidade e para o equilíbrio dos ecossistemas”.
O governante salienta que, dada a especificidade do território insular, “a detecção precoce e a intervenção rápida são fundamentais”, sendo vital “actuar o mais cedo possível, reforçando a vigilância, a capacidade técnica e a articulação entre os serviços regionais, a comunidade científica, os apicultores e os restantes agentes no território”.
Ao unir a capacidade operacional da Administração Pública Regional com o rigoroso conhecimento científico da Fundação Gaspar Frutuoso e a cooperação internacional, esta iniciativa vem complementar de forma decisiva o esforço levado a cabo pelo executivo desde o início de 2025.
“A protecção do território açoriano exige prevenção, conhecimento e capacidade de intervenção, e é precisamente isso que estamos a reforçar: uma resposta mais preparada, rápida e articulada, aumentando a nossa capacidade de proteger a apicultura, a agricultura, a biodiversidade e as populações dos Açores”, conclui António Ventura.
