Susana Mira Leal iniciou ontem o segundo mandato como Reitora da Universidade dos Açores, numa cerimónia de investidura marcada pela celebração dos 50 anos da instituição e da Autonomia dos Açores e pela apresentação de uma equipa reitoral que se mantém inalterada.
Susana Mira Leal iniciou ontem, 9 de Setembro, o seu segundo mandato como Reitora da Universidade dos Açores, que se prolongará até 2030.
Eleita pelo Conselho Geral da Universidade dos Açores a 28 de Maio do corrente ano, Susana Mira Leal tomou posse formalmente como Reitora a 20 de Julho, no Salão Nobre do Palacete da Reitoria.
Realizou-se ontem, na Aula Magna do Campus Universitário de Ponta Delgada, a cerimónia pública de investidura e tomada de posse da equipa reitoral para o mandato 2026-2030.
A equipa reitoral, constituída por Vice-reitores e Pró-reitores e liderada por Susana Mira Leal, mantém-se inalterada face ao primeiro mandato. Nela fazem parte Suzana Caldeira, Francisco Martins, Adolfo Fialho, Artur Gil, Ricardo Teixeira, João Gonçalves, Amélia Fonseca e Luís Furtado.
Numa cerimónia marcada por uma Aula Magna bastante preenchida e com a presença de, entre outros, a Representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Susana Goulart Costa, e do Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, a Magnífica Reitora começou por destacar o 50º Aniversário da Universidade dos Açores e da Autonomia açoriana, referindo-as como “conquistas distintas, mas profundamente ligadas entre si”.
“Durante demasiado tempo, olhámos para os Açores, e mesmo para a Universidade dos Açores, pela distância, pela sua localização periférica e ultraperiférica, mais preocupados, talvez, com o lugar que ocupamos no mapa do que com o lugar que podemos ocupar no mundo”, referiu Susana Mira Leal.
A Reitora da Universidade dos Açores reconheceu que não encarou aquele momento apenas como uma tomada de posse para um segundo mandato, mas sim como “a renovação de um compromisso com uma instituição decisiva para o futuro desta Região”.
“Agradeço ao Conselho Geral e no seu voto, a confiança que a comunidade académica me concede novamente. Recebo-a com honra, mas sobretudo com sentido de responsabilidade, porque a confiança não é um ponto de chegada, é uma exigência permanente. Obriga-nos a querer mais, a fazer melhor e a prestar contas do que fazemos”, admitiu.
Susana Mira Leal referiu ainda que “governar uma universidade é um exercício exigente”, admitindo que exige “visão, capacidade de trabalho para o concretizar, sentido institucional, coragem para decidir e serenidade para enfrentar a crítica”.
João Soares, Presidente da Associação Académica da Universidade dos Açores (AAUA), referiu, no seu discurso, a importância da existência de um Vice-reitor com responsabilidade pela área dos estudantes, criando “uma ligação mais directa entre os estudantes e a reitoria, criando um espaço de proximidade, de aula e de participação”.
“Não podemos falar do futuro dos estudantes sem falar do futuro do seu bem-estar. A preocupação da Universidade dos Açores com a saúde mental e o bem-estar dos estudantes demonstra uma compreensão importante. Este cuidado passa igualmente pelas condições em que os estudantes vivem e estudam. A criação das novas residências universitárias nos três pólos, representa muito mais do que a construção dos novos espaços. Representa a criação de condições para estudar, permanecer e concretizar o seu percurso académico. É investir na igualdade de oportunidade e garantir que as condições económicas e ambientacionais não sejam obstáculos ao futuro do estudante”, referiu ainda o Presidente da AAUA.
Já Marco Pessoa Lopes, na sua intervenção enquanto Presidente do Conselho Geral da Universidade dos Açores, referiu que o Conselho Geral pretende “assegurar as suas responsabilidades e apoiar na definição do desenvolvimento estratégico, orientação e visão da Universidade”, admitindo que conta com a Magnífica Reitora na “projecção da marca da Universidade dos Açores” e no “diálogo entre os órgãos que representamos”.
“Desejo nos próximos 50 anos, uma Universidade moderna, actual, com ainda maior capacidade de produção científica, com uma elevada capacidade de adaptação e retenção de talento para a Região, integrada com a sociedade, continuando a contribuir para a evolução da demografia, para a divulgação da nossa cultura, para a qualificação da população, para a projecção dos Açores pelo mundo”, referiu o Presidente do Conselho Geral da Universidade dos Açores.
A cerimónia de investidura e tomada de posse da equipa reitoral contou ainda com vários momentos musicais, realizados pelo quinteto de clarinetes da Banda Militar dos Açores e pelo músico Luís Martins.
Por Vasco Blayer
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