O Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA ) informou em nota de imprensa que a falta de Assistentes Operacionais é uma realidade nas escolas dos Açores “à qual se junta a falta de outros trabalhadores, desde logo, professores e educadores, entre outros.”
Segundo o sindicato, os dados recolhidos pelo SPRA junto das Unidades Orgânicas, no início do ano lectivo, confirmam a dimensão do problema. “A realidade é transversal: as escolas têm Assistentes Operacionais em número insuficiente e as colocações efectuadas não permitem suprir as necessidades existentes”, refere.
Apesar do anúncio feito pela Secretária Regional da Educação, a 20 de Agosto, da colocação de 108 Assistentes Operacionais “este número não foi sequer suficiente para compensar as aposentações ocorridas durante o ano, muito menos para responder às reais necessidades das escolas”, frisou o SPRA.
De acordo com a nota, embora a tutela tenha apresentado a chamada “Bolsa de Ilha” como uma medida inovadora, “única no País”, e “destinada a responder às necessidades temporárias de contratação, nomeadamente devido a baixas médicas e ausências por doença”, e “como um mecanismo para poder responder de forma célere às necessidades das escolas”, a verdade é que a realidade vivida nas escola “está a demonstrar que a medida não está a produzir a resposta anunciada e que se impõe.”
Para o SPRA “estes profissionais devem estar colocados nas escolas, em permanência, ao invés de estarem numa lista, denominada bolsa de ilha, que não contribui para a necessária estabilidade dos quadros.”
“Os Assistentes Operacionais desempenham funções indispensáveis ao normal funcionamento das escolas e à segurança e ao bem-estar de todos os que nelas trabalham e estudam. São fundamentais no acompanhamento dos alunos, na manutenção das condições de higiene e segurança e no funcionamento quotidiano de corredores, bares, cantinas, reprografias, auditórios, espaços exteriores e de tantos outros espaços essenciais à vida escolar”, ressaltou.
Segundo o sindicato as escolas “precisam destes profissionais. E precisam deles em número suficiente”, uma vez que quando faltam Assistentes Operacionais, “aumenta a pressão sobre os profissionais que permanecem ao serviço, agrava-se o desgaste de quem trabalha nas escolas e ficam comprometidas condições essenciais ao funcionamento dos estabelecimentos de ensino.”
“Professores, Alunos e Assistentes Operacionais não podem continuar a ser prejudicados pela falta de recursos humanos”, frisou a nota.
O SPRA considera, por isso, “urgente que a tutela responda às necessidades reais de cada Unidade Orgânica, considerando as características da população escolar e as especificidades das suas estruturas e espaços físicos”, pois urge assegurar “o preenchimento dos postos de trabalho necessários, valorizar estes profissionais e garantir que as escolas têm os recursos humanos necessários para, efectivamente, funcionarem”, concluiu.
