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Grupo Aeroporto do Pico critica horários de Inverno da SATA e pede reforço das ligações aéreas ao Pico

“Na sequência da notícia vinculada pelo jornal O Dever (edição n.º 5445, de 17 de Setembro) e da subsequente actualização da operação da SATA Air Açores para o Inverno IATA 2026/2027, o Grupo Aeroporto do Pico (GAPix) procedeu à análise do plano de voos projectado para a ilha do Pico”, pode ler-se em comunicado enviado pelo Grupo Aeroporto do Pico (GAPix) .
O GAPix começou por saudar como um passo positivo a substituição do equipamento Dash Q200 (37 lugares) pelo Dash Q400 (80 lugares) na ligação de Segunda-feira de manhã entre Ponta Delgada e o Pico. “Esta era uma reivindicação justa e necessária. Contudo, assinalamos com preocupação o efeito colateral desta reorganização: a eliminação da articulação matinal Terceira–Ponta Delgada–Pico. Com esta alteração, os passageiros oriundos da Terceira ficam impedidos de chegar ao Pico antes das 17h00, o que penaliza a mobilidade interilhas no início da semana”, explica.
Ainda, o GAPix “congratula-se com a manutenção da rotação adicional à Terça-feira à tarde entre Ponta Delgada e o Pico. A resposta da procura a esta ligação provou que a oferta gera procura, viabilizando conexões fulcrais com os voos de Lisboa e Porto e servindo as necessidades da população local”.
Todavia, o grupo afirma que “é incompreensível que não se aplique idêntica lógica à Quinta-feira, dia em que o Pico continua sem qualquer ligação aérea durante a tarde, criando um vazio operacional e inviabilizando a captação de fluxos turísticos de curta duração (city breaks / escapadinhas de fim-de -semana) ”.
“Preocupa-nos constatar que continuam a ser reforçadas rotas que já beneficiam de múltiplas frequências diárias e alternativas de transporte, enquanto ilhas como o Pico e São Jorge continuam sujeitas a constrangimentos estruturais. Este desequilíbrio afasta a região do desiderato da verdadeira coesão territorial”, revela.
O Grupo Aeroporto do Pico menciona, também, que “não é possível apregoar o combate à sazonalidade na BTL e, simultaneamente, desenhar horários de inverno desarticulados dos principais hubs nacionais (Lisboa e Porto). A atracção de visitantes no inverno, a sustentabilidade do tecido empresarial local, a mobilidade dos estudantes, dos doentes e dos residentes dependem criticamente de uma rede fiável, articulada e previsível”.
O GAPix reitera e defende “o reforço estruturado das ligações directas Pico – Ponta Delgada de Quinta-feira a Domingo (voos mais tardios); a correcção dos horários de articulação em Ponta Delgada para evitar pernoitas forçadas ou muito demoradas nas viagens de e para o Continente; a salvaguarda das conexões matinais com a Terceira”.
Por fim, o Grupo Aeroporto do Pico enfatiza que “o Pico não exige privilégios. Exige justiça operacional e acessibilidades adequadas à sua dimensão económica (a 3ª da região) e demográfica”, conclui.

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