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CGTP-IN/Açores considera que a privatização de empresas na Região coloca “em causa o interesse público regional”

A CGTP-IN/Açores, numa reunião em Angra do Heroísmo, criticou os processos de privatização em curso na Região, considerando que colocam em causa o interesse público regional e, ao contrário do afirmado pelo governo regional, não salvaguardam os direitos conquistados pelos trabalhadores afectados”. O sindicato acusa ainda o Governo Regional de falta de transparência e defende a manutenção do carácter público de empresas como a SEGMA, a GLOBALEDA e as empresas do grupo SATA.
“A estas preocupações, acresce a enorme ausência de transparência, que o governo regional tem imposto, desde o início. As informações relevantes não são transmitidas aos representantes dos trabalhadores e a comissão de acompanhamento, conhecida esta semana, mostra, mais uma vez, que quem melhor conhece a realidade está arredado do processo”, refere.
Relativamente à SEGMA, a CGTP-IN/Açores sustenta que a empresa tem demonstrado ser rentável e desempenha uma função relevante na Região. A estrutura sindical destaca, em particular, a intervenção da empresa na sequência do incêndio do Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, considerando que a sua actuação permitiu acelerar o reinício da actividade hospitalar.
A GLOBALEDA é igualmente apontada como uma empresa com importância estratégica para as telecomunicações regionais e para a Protecção Civil. Para a CGTP-IN/Açores, “é preciso é acautelar a segurança das populações, em particular, tendo em conta as características geográficas dos Açores”.
Quanto à Azores Airlines e ao serviço de handling da SATA, o sindicato considera que “a apresentação de propostas demonstra que estas empresas não só são economicamente viáveis, como podem ser rentáveis”. A CGTP-IN/Açores defende que estas devem continuar orientadas para o desenvolvimento económico e social dos Açores.
“A privatização destas empresas terá como consequência o aumento da despesa pública, a fragilização da capacidade produtiva regional, a segurança das populações, o funcionamento de serviços essenciais ao desenvolvimento regional”, enfatiza.
A CGTP-IN/Açores alerta que a privatização das empresas poderá, na sua perspectiva, contribuir para o aumento da despesa pública, a redução da capacidade produtiva regional e a fragilização de serviços considerados essenciais.
Sobre a Segurança Social, “são preocupantes os sinais dados pelo governo da República. Procurando esconder as suas opções políticas num manto de neutralidade e questões técnicas, o governo procura caminho para reduzir pensões actuais e futuras, privatizar a Segurança Social, parcial ou totalmente, favorecer fundos privados de pensões e impor o aumento do tempo de trabalho. A Segurança Social pública, solidária e universal é essencial para os Açorianos, em particular para apoiar milhares de trabalhadores e suas famílias que, sem ela, cairiam muito abaixo do limiar de pobreza”, explica.
Neste âmbito, a CGTP-IN/Açores volta a colocar o aumento geral dos salários como uma das principais reivindicações, argumentando que uma maior massa salarial contribuiria também para reforçar as contribuições para a Segurança Social e para a sustentabilidade das pensões.
O sindicato anunciou, igualmente, que continuará a desenvolver o Caderno Reivindicativo dos Trabalhadores Açorianos e valorizou a petição já apresentada sobre estas matérias, considerando que poderá contribuir para levar o debate sobre a protecção social para a agenda política regional.
Por fim, a CGTP-IN/Açores demonstrou que “valoriza a greve dos trabalhadores das carreiras gerais da Administração Pública, agendada para o dia 2 de Outubro, e apela à adesão massiva a esta greve. Estes trabalhadores irão lutar pela valorização das suas carreiras, pelo reconhecimento das especificidades das funções que desempenham e pelo início das negociações salariais, com efeitos ainda 2026”.

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