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Sindicatos do Handling da SATA anunciam períodos de greves contra privatização da empresa

Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Handling da SATA anunciaram que irão avançar “brevemente para vários períodos de greve”, em protesto contra o processo de alienação da empresa.
De acordo com o comunicado conjunto das direcções do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) e Sindicato Nacional Dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), as mesmas informaram que “integraram o grupo de trabalho do Governo Regional de boa-fé”, onde lhes foi “reiteradamente garantido que a alienação total da empresa era uma exigência inegociável da Comissão Europeia para a viabilização do grupo.”
No entanto, segundo os sindicatos passados meses “a evidência documental desmente o executivo”, tendo a própria Comissão Europeia clarificado, “por escrito, que a venda da assistência em escala resultou de uma proposta do accionista e de uma decisão exclusiva das autoridades portuguesas, não sendo uma imposição de Bruxelas.”
Para os sindicatos o Governo Regional “teve alternativas”, mas escolheu um “modelo de desagregação que introduz um paradoxo fatal para o transporte aéreo nos Açores”, uma vez que “ao proteger a SATA Air Açores como Serviço de Interesse Económico Geral (SIEG) e, simultaneamente, entregar o serviço de terra a um privado desregulado, o executivo condena a companhia regional à asfixia financeira.”
“Nos Açores, o handling não é um mercado concorrencial, mas sim um instrumento inseparável do transporte aéreo como garante da continuidade territorial. Como a SATA Air Açores está obrigada a voar para todas as ilhas, independentemente dos custos inerentes a essa condição, torna-se um cliente cativo à mercê de um operador privado que poderá inflacionar as taxas de rotação para garantir as suas margens de lucro, sobretudo num cenário de constante irregularidade meteorológica”, frisou a nota que salientou que o resultado “será uma sangria silenciosa em que o dinheiro dos contribuintes servirá indirectamente para subsidiar a rentabilidade de um privado qualquer”.
Neste sentido, e “esgotados os mecanismos de diálogo e perante a recusa cega em classificar o handling também como um SIEG,” os sindicatos avançarão “brevemente para vários períodos de greve”, assumindo a linha da frente na “defesa da integridade da SATA e alertando a sociedade açoriana para os custos incalculáveis desta privatização”, concluiu o comunicado.

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