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PSD lamenta rejeição de proposta para discutir novo modelo das Sanjoaninas

O Grupo Municipal do PSD em Angra do Heroísmo lamentou o chumbo da maioria socialista à criação de um Grupo de Trabalho “para definir um novo modelo de organização das Sanjoaninas através de uma reflexão alargada e participada sobre o futuro das maiores festas profanas da Região”.
Segundo Paulo Chaves, líder da bancada social-democrata na Assembleia Municipal, a proposta pretendia “abrir a discussão sobre o futuro das Sanjoaninas, envolvendo os diferentes intervenientes e permitindo apresentar propostas concretas para a modernização e valorização das principais festas do concelho”.
“É voz comum que o actual modelo de organização pode ser melhorado, com maior participação da comunidade, maior eficácia e modernização da programação e uma adequada valorização das tradições e dos agentes culturais locais”, afirmou.
Entre as matérias que o PSD pretendia ver analisadas estavam um novo modelo para as Marchas das Sanjoaninas, com regras claras relativas à participação, inscrição, composição dos grupos e desfile, bem como uma nova orientação para os concertos, de forma a garantir maior diversidade musical e um equilíbrio entre artistas de diferentes dimensões e projectos culturais locais.
A proposta previa ainda a criação de uma Comissão de Organização das Sanjoaninas, com o objectivo de acompanhar e apoiar o planeamento das festas, promovendo uma maior articulação entre os diferentes intervenientes e contribuindo para a preparação de edições futuras.
O Grupo de Trabalho deveria apresentar, no prazo de 90 dias, um relatório final com propostas concretas sobre o modelo das Marchas e o respectivo regulamento, a elaboração do cartaz de concertos, a composição e funcionamento da Comissão de Organização, bem como o planeamento e o financiamento das festividades.
“Queríamos criar um espaço de diálogo e de participação, juntando representantes dos grupos municipais e dos partidos com assento na Assembleia Municipal, da Câmara Municipal e das juntas de freguesia, bem como dos grupos e entidades participantes nas Marchas, do movimento associativo e cultural, das Filarmónicas, dos agentes económicos e turísticos e de personalidades com experiência nas áreas da cultura, produção de eventos e organização de festividades”, explicou Paulo Chaves.
Para o líder da bancada do PSD, a criação deste grupo de trabalho permitiria “promover o diálogo, procurar consensos e apresentar propostas concretas para valorizar as Sanjoaninas enquanto grande manifestação cultural, popular e identitária de Angra do Heroísmo”.
“O PS não apenas rejeitou a criação do Grupo de Trabalho, como, na nossa perspectiva, desvalorizou a importância de uma discussão alargada sobre o futuro das Sanjoaninas, remetendo para os resultados eleitorais a forma como estas festas devem ou não ser organizadas”, afirmou Paulo Chaves.
“Entendemos que a organização das Sanjoaninas deve resultar de um processo participado, capaz de envolver a comunidade e os diferentes agentes que contribuem para a realização das festas. É isso que lamentamos não ter sido possível discutir”, concluiu.

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