Bloco de Esquerda alerta para “grande quantidade de resíduos abandonados na zona da praia do Monte Verde”

O Bloco de Esquerda enviou uma queixa formal à Inspecção Regional do Ambiente a denunciar “o abandono de grandes quantidades de resíduos na zona da praia do Monte Verde, onde, há mais de um mês, se realizou um festival de música. O partido enviou também um requerimento ao Governo Regional a pedir esclarecimentos”. Um mês depois da realização do festival Monte Verde, “constata-se a permanência de diversos resíduos plásticos dispersos pelo recinto, bem como a existência de amontoados de restos de materiais no extremo leste da praia, designadamente resíduos de cobertura de solo, os quais aparentam ter sido utilizados na infra-estruturação do festival, suscitando fortes suspeitas de abandono de detritos por parte da organização”, refere. Perante esta situação, o Bloco de Esquerda apresentou uma queixa formal junto da Inspecção Regional do Ambiente, tendo em vista o apuramento de responsabilidades e a célere limpeza e despoluição daquela zona balnear e daquele ecossistema costeiro. No requerimento entregue, ontem, no parlamento, o Bloco pergunta ao Governo “que medidas urgentes serão tomadas para garantir a limpeza integral da zona e que diligências serão efectuados para apurar responsabilidades”. Além disso, o Bloco “quer saber que mecanismos de fiscalização prévia e pós-evento são efectuados para salvaguardar que os promotores de grandes eventos de massas cumprem escrupulosamente os planos de limpeza e salvaguarda ambiental dos recintos e zonas envolventes”.

Francisco César quer PS focado em “construir soluções a favor dos açorianos”

O líder do PS/Açores, Francisco César, afirmou, no início das Jornadas Parlamentares do PS/Açores, dedicadas à preparação do novo ano parlamentar, que o Partido Socialista deve assumir uma intervenção centrada na construção de soluções e na afirmação de uma alternativa política para a Região. “Este é um ano em que o Partido Socialista e o seu grupo parlamentar devem privilegiar em detrimento de ser um partido tradicional de oposição, ser o partido essencialmente de construção”, afirmou Francisco César, defendendo que “o Partido Socialista tem de se afirmar como partido de construção de uma alternativa política para os Açores”. Para o líder socialista, esta necessidade resulta também da avaliação que o PS faz da actual governação regional, que considera marcada por “insucesso” em áreas fundamentais, como o turismo, a agricultura e as pescas. “No turismo, com quebras sucessivas no número de dormidas, no número de viagens para os Açores e isso está a penalizar a economia regional”, afirmou. Na agricultura, apontou “dívidas aos agricultores, com o preço do leite a descer, o consumo a decrescer”, enquanto nas pescas destacou as dificuldades provocadas “por dívidas do Governo Regional, por baixa do preço de vendas”. “E nós, quando olhamos para os indicadores da actividade económica verificamos que a economia está praticamente estagnada. E nós estamos numa fase em que os Açores estão parados, enquanto o resto do país e o resto da Europa continuam a andar para a frente”, afirmou. Francisco César destacou também o agravamento do custo de vida, apontando as dificuldades no acesso à habitação, o preço dos combustíveis e os problemas existentes nos transportes públicos. “É necessário agir”, afirmou, defendendo que o PS deve continuar a apresentar propostas concretas para responder às dificuldades dos açorianos, nomeadamente ao nível dos combustíveis, do apoio ao cabaz alimentar e do apoio aos estudantes. O líder socialista sublinhou ainda que o PS deve apresentar soluções para os sectores produtivos da Região. “No âmbito da agricultura, ter medidas que ajudem os agricultores. Começando desde já por pagar aquilo que se deve aos agricultores. No âmbito das pescas a mesma questão. Ter a capacidade de pagar aquilo que se deve.” Francisco César defendeu que esta capacidade de apresentar propostas deve marcar a intervenção socialista durante o novo ano parlamentar, para que os açorianos percebam que o PS não se limita a fazer oposição. “Este é o ano em que o Partido Socialista tem que afirmar essa capacidade de propositura para que os açorianos compreendam que o Partido Socialista não é apenas um partido que quer ou que está contra o Governo, é sobretudo um partido que está a construir soluções a favor dos açorianos.” O líder do PS/Açores destacou igualmente a disponibilidade do partido para construir consensos em matérias estruturantes para a Região, recordando a reforma do acesso à Administração Pública como um exemplo de uma proposta socialista que mereceu o apoio do Governo Regional. “Essa reforma vai permitir que haja confiança nas instituições e que as pessoas percebam que a entrada da Administração Pública não existe apenas por ser um cartão laranja. Existe porque há mérito na entrada dessa Administração Pública”, afirmou. Francisco César apontou ainda a educação como uma das áreas em que o PS pretende alcançar entendimentos, recordando que o partido apresentou “a necessidade de realizarmos um projecto de interesse comum”. “Há um conjunto de áreas que nós estamos disponíveis para fazer esses consensos, porque há matérias em que as pessoas não compreenderão que os dois maiores partidos estejam de costas voltadas”, afirmou. “Se o Governo estiver disponível, estamos, naturalmente, prontos para nos sentarmos e negociarmos. Se não estiver disponível, faremos aquilo que temos feito. Propomos, depois no Parlamento logo se verá quem está de acordo ou não”, concluiu.

Equipa do I Fórum da Infância Vulnerável da Macaronésia recebida nos paços do concelho

A Vereadora da Câmara Municipal de Lagoa, Graça Costa, recebeu, no edifício dos Paços do Concelho, uma equipa do I Fórum da Infância Vulnerável da Macaronésia, que apresentou o projecto de elaboração do primeiro Livro Branco da Infância Vulnerável da Macaronésia, documento que deverá orientar futuras políticas e estratégias de intervenção nesta área. Durante o encontro, foram apresentados os principais desafios identificados pela Câmara Municipal de Lagoa nas áreas da infância e juventude, bem como as respostas municipais desenvolvidas nos domínios social, da saúde, do desporto e da educação. Graça Costa destacou a importância de uma intervenção preventiva e em rede, capaz de actuar sobre os factores de risco antes de estes conduzirem a situações de emergência social, princípio que esteve também na base da elaboração do Plano Municipal de Promoção e Protecção dos Direitos das Crianças e Jovens. A equipa do Fórum demonstrou ainda interesse em conhecer a experiência do Município de Lagoa nas áreas da infância, adolescência e famílias, da inclusão social e do bem-estar, reconhecendo o trabalho desenvolvido pela autarquia como uma oportunidade para conhecer boas práticas e soluções implementadas localmente que poderão constituir uma referência para outros territórios. Por seu turno, a Câmara Municipal de Lagoa considera que estas reuniões são uma oportunidade para partilhar conhecimento, conhecer outras respostas e reforçar a intervenção conjunta na promoção dos direitos das crianças e jovens.

Campo de São Francisco em Ponta Delgada prepara-se para acolher pela primeira vez a Bênção dos Capacetes

No próximo dia 20 de Setembro o Campo de São Francisco irá a acolher a primeira bênção de capacetes realizada nos Açores e também na Madeira, no âmbito da 11ª Bênção dos capacetes que decorre anualmente em Fátima, com uma eucaristia no recinto de oração, noticia o Sítio Igreja Açores. A celebração em Ponta Delgada será presidida pelo bispo de Angra, pelas 10h00 e conta com a colaboração do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres. A organização é do Grupo Motard Sempre Livre, uma organização na ilha de São Miguel e “assume um particular significado espiritual para toda a comunidade motard e para todos aqueles que participarão nesta celebração” pode ler-se numa nota deste clube motard açoriano. Na Cova da Iria, a peregrinação será presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério. “Os motociclistas terão também uma participação activa nas celebrações, assegurando diferentes serviços, como o acolhimento dos peregrinos, a recitação do Rosário, o transporte do andor, a proclamação das leituras e o apoio à distribuição da Comunhão”, adianta o comunicado de imprensa da organização. Em 2025, estiveram presentes no Recinto de Oração da Cova da Iria cerca de 180 mil motociclistas.

Povoação recebe 3º Open Açores de Snooker – Pool PT

É já este fim-de-semana que acontece a3º edição do Open Açores de Snooker, na Povoação, organizada pelos amigos do Bilhar e Snooker deste concelho, que conta com o apoio da Câmara Municipal da Povoação. Este ano, o torneio que decorrerá entre os dias 11 e 13 de Setembro, no Pavilhão Multiusos da Vila, será realizado na modalidade de Snooker, na vertente Pool PT e contará com 40 inscritos. “Face à experiência adquirida na realização das edições anteriores, e com o objectivo de melhorar a dinâmica competitiva entre os jogadores, proporcionando a estes o maior número de jogos, decidimos que o torneio deste ano terá outro formato; nomeadamente a constituição de grupos de jogadores cinco que jogarão entre si, apurando-se apenas os dois primeiros classificados de cada grupo. O torneio prosseguirá através de sucessivas fases de grupo até serem encontrados os oito melhores jogadores da competição (a premiar)”, explicou Adelino Pimentel, da organização. A apresentação oficial ao público do 3º Open será feita no dia 11 (Sexta), pelas 18h30 com a cerimónia de boas vindas. Depois, das 19 às 24 horas decorrerão os jogos dos primeiros quatro grupos (primeira fase). No dia 12 (Sábado), o torneio terá início pelas 8h30com uma breve cerimónia de boas vindas aos atletas da ilha terceira e outros. Os jogos decorrerão durante todo o dia e terminarão por volta das 23 horas. Finalmente, no dia 13 (Domingo) os jogadores debatem-se nas finalíssimas. As portas do Pavilhão Multiusos abrirão às 10 horas. Neste dia serão disputados os 3º e 4º lugares e depois serão apurados, mediante competição, o 2º e 1º lugares do Pool PT, edição 2026. A entrega de troféus está prevista para as 14 horas, onde serão atribuídos diplomas de participação a todos os participantes e prémios para os vencedores do Pool PT, no valor monetário de 350 euros para o vencedor da prova; 200 euros para o segundo classificado; 150 euros para o terceiro do pódio; 100 euros para o quarto classificado e um prémio no valor de 40 euros aos restantes classificados até ao oitavo lugar. Entre os jogadores será ainda realizado um sorteio, cujo vencedor receberá um prémio no valor de 100 euros. Os prémios são oferecidos pela Câmara Municipal da Povoação, enquanto entidade patrocinadora da iniciativa. Após a entrega de prémios, está previsto um momento de convívio entre os jogadores, convidados e público em geral.

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas apresenta “Garbage in Paradise”, exposição de fotojornalismo de Luís Godinho

O Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas acolhe a partir de 22 de Setembro a exposição “Garbage in Paradise”, do fotojornalista Luís Godinho. Patente no Piso 1 da Loja até 15 de Novembro, a mostra tem entrada livre. O projecto resulta de um registo fotográfico realizado na ilha de Gili Trawangan, na Indonésia, focando-se no impacto ambiental do turismo de massa. Através das imagens, a exposição documenta a acumulação de resíduos e plástico, abordando questões ligadas ao consumo e à sustentabilidade dos destinos turísticos. Distinguido na selecção “State of the World 2024” dos prémios PX3 – Prix de la Photographie Paris, o trabalho confronta o visitante com a realidade ecológica de Gili Trawangan, propondo uma reflexão sobre a divergência entre a imagem idealizada dos locais de férias e os seus problemas ambientais.

Município da Madalena do Pico reforça apoio às pré-escolas do concelho com oferta de material escolar

O Executivo madalenense entregou material escolar em todas as pré-escolas do concelho. Fazendo da educação uma prioridade estratégica, a autarquia realizou ainda obras de beneficiação e reforço das condições de segurança em todos os estabelecimentos de ensino pré-escolar. Garantindo melhores condições e todos os recursos necessários, o kit entregue pelo município incluiu material diverso, como cartolinas, tintas, resmas de papel, lápis de cor, canetas, pincéis, entre muitos outros artigos, apoiando professores e alunos na realização de actividades pedagógicas. Reforçando o apoio à comunidade educativa, no próximo ano lectivo a iniciativa irá abranger também os alunos do ensino básico, que poderão candidatar-se directamente a este apoio da edilidade, cujos prazos de inscrição e critérios de elegibilidade serão posteriormente divulgados.

Ryanair volta, estás desculpada – O custo da inação nos céus dos Açores

Há títulos que se escrevem sozinhos. Perante os números oficiais divulgados esta semana pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), é difícil não olhar para a actual conjuntura como o reflexo de uma reconciliação urgentemente adiada. Os Açores precisam da Ryanair de volta, a região já sacrificou demasiado tempo, receita e fluxos turísticos estruturais para se dar ao luxo geopolítico de continuar de costas voltadas para a maior companhia aérea low-cost da Europa. Os factos e os dados macroeconómicos devem guiar a análise. Em novembro de 2025, a transportadora irlandesa anunciou o cancelamento integral de todas as suas rotas de e para o arquipélago a partir de 29 de março de 2026. Os argumentos da companhia assentaram no agravamento incomportável das taxas aeroportuárias impostas pela ANA/VINCI e na inação do Governo da República face ao aumento das taxas de navegação aérea da NAV. A concretização desta saída, que eliminou duas ligações diárias vitais entre Lisboa e Ponta Delgada, além das rotas de Porto e Lisboa para a Terceira, retirou à região uma fatia de ligações, sem precedentes. A Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada (CCIPD) estimou o impacto financeiro direto entre 90 e 105 milhões de euros anuais, o que representa uma contração imediata de 1,5% a 1,7% do PIB regional. Os indicadores estatísticos mais recentes confirmam o cenário recessivo que muitos tentaram mitigar com retórica optimista. Nos primeiros sete meses de 2026, os Açores registaram 2,5 milhões de dormidas nos alojamentos turísticos — uma quebra de 3,7% face ao período homólogo. Esta é a décima descida mensal consecutiva na região, um dado alarmante se considerarmos que o território continental português cresceu 1,5% no mesmo intervalo. O desembarque de passageiros nos aeroportos açorianos espelha a mesma tendência. Recuou 8,5% no primeiro semestre e manteve uma trajetória deflacionária de 4,3% em julho. A urgência torna-se ainda mais evidente quando confrontada com o desempenho dos nossos concorrentes diretos no segmento do turismo insular e de natureza: Madeira: Ao contrário dos Açores, o arquipélago da Madeira reforçou a sua estabilidade operacional com as companhias de baixo custo, continuando a registar recordes sucessivos de proveitos e de dormidas em 2026, capitalizando o desvio de turistas nacionais e europeus. Canárias: As ilhas espanholas souberam blindar o seu mercado através de uma política agressiva de incentivos aeroportuários e de taxas controladas, mantendo taxas de ocupação hoteleira muito superiores e garantindo ligações directas a cidades secundárias em toda a Europa Ocidental. Enquanto os Açores perdem quota de mercado para estes destinos devido à escalada do preço médio das passagens, o plano de contingência do Governo Regional demonstra não ter viabilidade prática imediata. Nos meses subsequentes ao anúncio da Ryanair, foram avançadas negociações com operadoras como a EasyJet, Vueling e Wizz Air. Hoje, sabe-se que um eventual reforço ou regresso destas marcas está fora de qualquer horizonte temporal próximo. A atracção de novas companhias internacionais pela ANA para Ponta Delgada — como a Air Canada, WestJet e Austrian Airlines, embora positiva, responde a uma lógica de longo curso e turismo de nicho. Estas rotas não substituem, de forma alguma, a alta frequência e a acessibilidade de preços que a Ryanair garantia para o turismo interno e para a Diáspora. Os reforços pontuais da TAP e da SATA não compensam os lugares perdidos e o setor hoteleiro local já admitiu que as tarifas praticadas pelas companhias de bandeira excluem uma faixa crucial de visitantes de classe média. A opacidade em torno do processo também tem gerado instabilidade política. Em novembro do ano passado, o executivo açoriano, através da secretária regional do Turismo, Berta Cabral, assegurou “determinação” em manter a parceria e reiterou que os canais de diálogo continuavam abertos. Dez meses depois, essa determinação não se traduziu em nenhuma rota activa. A pressão parlamentar intensificou-se, com exigências de esclarecimento sobre os valores atribuídos à operadora entre 2015 e 2026, as contrapropostas apresentadas e as falhas na estratégia negocial. Perante a erosão dos dados económicos, estas perguntas são não só legítimas, mas obrigatórias. Não se pede aqui uma visão romântica de uma multinacional que se move exclusivamente por critérios de rentabilidade financeira e que saiu a contestar taxas que qualquer operador considera punitivas. Pede-se pragmatismo económico. Passados nove meses, nenhuma alternativa preencheu o vazio estrutural deixado. Os hóspedes escasseiam, as dormidas caem e a economia regional, altamente dependente do turismo, ressente-se. Para travar esta hemorragia económica antes do fecho do ano fiscal, a solução exige decisões firmes como retomar, de imediato, as negociações com a Ryanair com um caderno de encargos sério e competitivo, ou estruturar uma alternativa de baixo custo real com a mesma capacidade de rede. Os Açores não podem subsistir com base em “vias de diálogo abertas”. Necessitam de rotas, frequências previsíveis e tarifas que devolvam o arquipélago ao mapa da mobilidade moderna. Os números estatísticos provaram que o mercado não se autorregula sem conectividade. Se for necessário abdicar do orgulho institucional e voltar a sentar à mesa quem saiu a bater a porta, que se faça pelo bem do tecido empresarial e do futuro dos açorianos. Ryanair volta, estás desculpada. António Simas Santos

Tensão muscular no dia a dia: quando devemos prestar atenção aos sinais do corpo?

Há dias em que chegamos ao fim do trabalho com os ombros pesados, o pescoço preso ou as costas mais rígidas do que o habitual. Noutras alturas, o desconforto aparece depois de um treino, de um esforço maior ou simplesmente depois de várias horas na mesma posição. Na maioria das vezes, vamos adiando. Mudamos de posição, tentamos esticar um pouco, dormimos e esperamos que passe. Muitas vezes passa. Outras vezes, não. No meu trabalho como massagista, uma das queixas que ouço com mais frequência é precisamente esta sensação de tensão muscular que se vai acumulando. As pessoas descrevem-na de maneiras diferentes: “parece que tenho um peso nos ombros”, “sinto as costas presas”, “tenho um ponto que dói quando carrego” ou simplesmente “parece que o músculo não relaxa”. Não existe uma única razão para isto acontecer. O trabalho físico pode contribuir, mas passar muitas horas sentado também. O treino, o descanso insuficiente, determinadas posições mantidas durante muito tempo e períodos de maior tensão podem todos ter influência na forma como sentimos o nosso corpo. Uma coisa que considero importante é não normalizarmos sempre o desconforto. Ter alguma tensão muscular ocasional é comum. Mas quando a dor começa a interferir com o movimento, com o sono, com o trabalho ou se mantém durante muito tempo, vale a pena perceber melhor o que está a acontecer. É também aqui que convém esclarecer uma ideia que ainda encontro muitas vezes: a massagem não resolve tudo. Pode ser útil para algumas pessoas quando existe sensação de rigidez, tensão ou cansaço muscular. Pode ajudar a relaxar a musculatura e proporcionar uma sensação de maior conforto e liberdade de movimento. Mas há situações em que a resposta não está numa massagem. Uma dor intensa que aparece de repente, perda de força, formigueiro persistente, inchaço importante, vermelhidão, calor local ou uma dor que continua a piorar são exemplos de situações que merecem outra atenção e, se necessário, uma avaliação por um profissional de saúde. Saber reconhecer estes limites também faz parte do trabalho de quem acompanha pessoas através da massagem. Outro erro comum é pensar que, quanto mais a massagem doer, melhores serão os resultados. Nem sempre é assim. A intensidade deve ser ajustada à pessoa, à zona que está a ser trabalhada e ao objetivo da sessão. Mais pressão não significa automaticamente melhor trabalho. Da mesma forma, não devemos esperar até estarmos completamente presos para começar a prestar atenção ao corpo. Às vezes, pequenas mudanças na rotina fazem diferença: levantar-se com mais frequência quando se trabalha sentado, variar posições, dormir e recuperar melhor depois do exercício e respeitar períodos de descanso quando o corpo começa a dar sinais de maior cansaço. Pode parecer básico, mas muitas vezes são precisamente estas pequenas coisas que vamos deixando para trás no dia a dia. Vivemos num ritmo em que é fácil habituarmo-nos a andar com os ombros tensos, as costas cansadas ou o pescoço preso e considerar isso normal. Talvez a questão não seja eliminar todas as pequenas dores que aparecem, porque isso não seria realista. Talvez seja simplesmente aprendermos a prestar um pouco mais de atenção ao que o corpo nos está a dizer e perceber quando um desconforto passageiro começa a deixar de ser apenas isso. João Mota * * Massagista

Embaixadora da Austrália em Portugal recebida na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

A Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Fátima Amorim, recebeu, no dia 8 de Setembro, nos Paços do Concelho, em audiência de apresentação de cumprimentos, Helen Cheney, Embaixadora da Austrália em Portugal. A audiência decorreu no âmbito da visita oficial da nova Embaixadora da Austrália aos Açores, constituindo uma oportunidade para o contacto institucional entre o Município de Angra do Heroísmo e a representação diplomática australiana em Portugal. Durante a sua passagem pela ilha Terceira, Helen Cheney marca também presença no Hortênsia Music Festival, iniciativa que conta com a participação de um músico natural daquele continente. A visita da Embaixadora aos Açores insere-se, assim, num programa que alia a componente institucional à participação num evento cultural, contribuindo para o reforço dos laços entre a Austrália e a Região Autónoma dos Açores. Helen Cheney é Embaixadora da Austrália em Portugal, sendo igualmente acreditada junto de Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau. Foto©Câmara Municipal de Angra do Heroísmo

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