Edit Template

BE propõe incentivos permanentes aos médicos para fixação

Para fixar médicos nos Açores, o Bloco de Esquerda propõe a criação de incentivos permanentes e que abranjam todos os médicos e adicionalmente a atribuição de um acréscimo de 40% do salário aos médicos que se dediquem exclusivamente ao Serviço Regional de Saúde.
Em declarações após uma reunião com o Sindicato Independente dos Médicos, António Lima, coordenador do Bloco de Esquerda, disse que “já há falta de médicos nos Açores” e por isso, em primeiro lugar é preciso evitar que os médicos que cá estão abandonem o Serviço Regional de Saúde.
“A primeira coisa que é preciso garantir é que nenhum médico se vai embora por falta de condições de trabalho”, “não podemos correr esse risco”, alerta António Lima.
O Bloco considera que os incentivos criados pelo Governo da Coligação “não servem os médicos, nem o Serviço Regional Saúde, porque são incentivos atribuídos apenas durante três anos”.
“É um incentivo a que os médicos passem pelos Açores durante algum tempo” e ainda por cima cria situações de injustiça porque não abrange os médicos que já estavam no Serviço Regional de Saúde.
Por isso, o Bloco defende que o valor dos incentivos deve ser revisto, em negociações entre o Governo e os sindicatos dos médicos, e que todos os médicos que trabalham no Serviço Regional de Saúde têm que os receber.
Além disso, os incentivos têm que ser permanentes, para serem um fator de fixação e não apenas um convite aos médicos passarem três anos nos Açores e depois irem embora.
É preciso também que os incentivos sejam pagos atempadamente: “Houve situações em que os médicos vieram para os Açores a contar com estes incentivos, mas só os receberam um ou dois anos depois”, contou António Lima.
A juntar a estas alterações aos incentivos a atribuir aos médicos, o Bloco de Esquerda propõe também a criação de um regime de exclusividade, de adesão voluntária, que atribua um acréscimo de 40% do salário aos médicos que se dediquem exclusivamente ao Serviço Regional de Saúde.
Haver médicos a fazer 300 ou 400 horas extraordinárias por ano “não é bom para os utentes nem para os médicos”, acrescentou.
O Bloco de Esquerda quer um Serviço Regional de Saúde que não obrigue as pessoas a recorrer ao setor privado por falta de resposta.

Edit Template
Notícias Recentes
Gastamos mais nos transportes e menos em restaurantes e alojamento - Famílias açorianas têm despesa média anual de 19.400 Euros
Navio ‘Laura’ vai trazer 300 viaturas de Lisboa
PJ faz buscas na escola Antero de Quental
Região conta com mais 94 licenciados em enfermagem a partir de hoje
Novo concurso para reabilitar ruas nas Capelas
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores