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Juíz neto de açorianos nomeado Cônsul de Timor Leste nos EUA

Timor-Leste nomeou o juiz-chefe reformado do Tribunal de Recursos de Massachusetts, Phillip Rapoza, como seu primeiro cônsul honorário nos Estados Unidos.
A nomeação foi anunciada dia 23 de janeiro pela Embaixada de Timor-Leste em Washington DC.
Phillip Rapoza é neto de emigrantes açorianos, oriundos da ilha de S. Miguel, e atuou como Chefe de Justiça do Tribunal de Apelações de Massachusetts de 17 de outubro de 2006 até 30 de junho de 2015, quando se aposentou do judiciário.
Formado em História pelo Yale College e em Direito pela Cornell Law School, Phillip Rapoza foi promotor público nos condados de Suffolk e Bristol e mais tarde foi sócio em escritórios de advocacia em Fall River e New Bedford até ser nomeado para a magistratura em 1992 como juiz de primeira instância no Tribunal Distrital de Fall River e no Tribunal Superior de Massachusetts.
Em 1998, foi nomeado para o Tribunal de Apelações de Massachusetts e em 2006 foi nomeado juiz chefe.
Além do seu serviço judicial em Massachusetts, o juiz Rapoza tem sido um líder no campo da justiça criminal internacional e serviu em dois tribunais de crimes de guerra criados pela ONU para julgar crimes contra a humanidade e outros crimes graves cometidos durante a ocupação indonésia de Timor-Leste e em 2012 no tribunal criado para levar à justiça os principais responsáveis pelas mortes de dois milhões de cambojanos durante o governo do Khmer Vermelho no Camboja.
Após o seu serviço no tribunal de crimes de guerra em Timor Leste, Phillip Rapoza regressou frequentemente a esse país para ajudar os esforços da ONU em apoio ao sistema de justiça de Timor.
Em 2012, o Departamento de Estado dos EUA selecionou-o para servir como um dos dois representantes dos EUA numa missão internacional para observar as eleições parlamentares de Timor.
O Chefe de Justiça Rapoza também chefiou uma equipa consultiva de justiça criminal da ONU no Haiti e viajou para Moçambique, onde participou num projeto de de- senvolvimento judicial da USAID.
O juiz Rapoza também chefiou durante muitos anos a Commission for Justice Across the Atlantic, um pro- grama de intercâmbio judicial entre os Estados Unidos e Portugal, e atualmente é presidente da Fundação Penal e Penitenciária Internacional, que tem sede na Suíça e promove estudos em todo o mundo na área de prevenção do crime e tratamento de infratores.

Exclusivo Portuguese Times/
Diário dos Açores

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