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Formação de médicos especialistas Ficaram por preencher 40% das vagas nos Açores

De acordo com noticia avançada pela Antena 1 Açores, ficaram por preencher nos Açores, 40% das vagas para formação de médicos especialistas, sendo este resultado o dobro do que se verifica a nível nacional.
O concurso foi lançado pelo Ministério da Saúde e as vagas começaram a ser ocupadas no inicio deste ano. Das 2.242 vagas para formação médica especializada, a nível nacional ficaram por preencher apenas 20% das mesmas.
De acordo com André Frazão, responsável nos Açores pelo Sindicato Independente dos Médicos, esta percentagem subiu para o dobro: “aqui nos Açores foram abertas 45 vagas e ficaram por preencher 18, o que corresponde a cerca de 40% das vagas por ocupar. Isso demonstra a falta a atractividade”, declarou o mesmo à Antena 1 Açores.
Para o responsável nos Açores pelo Sindicato Independente dos Médicos verificam-se casos críticos, sobretudo no hospital de Ponta Delgada: “no Hospital do Divino Espírito Santo, abriram três vagas de medicina interna e nenhuma foi ocupada. E a medicina interna é uma das especialidades basilares de qualquer hospital e do serviço de urgência.”
Para André Frazão a renovação não está garantida e a falta de médicos é uma realidade cada vez mais preocupante na região: “é altamente preocupante a perda de recursos humanos que existe e que se antevê, porque há especialidades de especialista único ou de dois médicos, em determinados hospitais e estes médicos estão com idades relativamente próximas da reforma.”
Assim sendo, é determinante encontrar soluções para atrair novos especialistas, sendo preciso apostar na diferenciação profissional e no aumento dos salários: “Em muitas circunstâncias, os médicos na Região estão a ganhar metade do que ganham os médicos no continente, ganham metade ou menos que os médicos na Madeira e há aqui uma discrepância que não tem sido corrigida. Outras situações que necessitam de correcção, como as progressões na carreira, que também não foram corrigidas”, frisou.
Em declarações à Antena 1 Açores, Mónica Seidi, Secretária Regional da Saúde explicou que já havia um acordo com os médicos sobre a avaliação do desempenho, tendo estado também em curso negociações para os inventivos à fixação de médicos nos Açores. Porém, o processo ficou suspenso devido à queda do Governo Regional e dissolução da Assembleia Regional: “no final do mês de Outubro, chegamos efectivamente a um acordo. O diploma foi inclusive distribuído na versão final pelos sindicatos e estávamos acordados em relação há avaliação do desempenho. Havia outras matérias em cima de mesa. Acordamos também entre todas as partes, que se abriria uma nova mesa negocial. Iniciamos conversas no sentido de uma reivindicação pela parte dos sindicatos e que diz respeito a um incentivo para fixar os médicos que já cá estão. Em vigor já está um Decreto Regulamentar Regional que se refere há captação dos médicos, mas há uma reivindicação no sentido de também dar um incentivo, a médicos que já permaneçam na Região a algum tempo como forma também de fixa-los.”
A Secretária Regional da Saúde admitiu que é uma preocupação da tutela não terem sido preenchidas todas as vagas para a formação de médicos especialistas, mas realça que isto não põem em risco os serviços nos hospitais: “não podemos ficar com a ideia de que as vagas que não foram preenchidas correspondem às especialidades únicas, que estão em risco ou que breve poderão vir a desaparecer nos três hospitais da Região. Isso, não é de todo verdade. De facto, dados com um ou dois especialistas, são efectivamente especialidades críticas, mas as vagas que ficaram por preencher na sua maioria, não dizem respeito a estas especialidades. Este é um trabalho que obviamente merece uma reflexão de todos, mas que vai além da tutela. É uma reflexão que também deverá ser feita não só pela tutela e pelos próprios sindicatos, mas sobretudo pelos colégios de especialidade que têm em suas mãos a responsabilidade do processo formativo destas mesmas especialidades”, frisou.

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