Edit Template

A PAZ FLORIU

Há meio século eu parti
Tinha a vida ainda em flor
E o tempo não pesava
Fui cumprir o meu dever
Retirado pelas garras
Dos velhotes do poder
Aprender o ódio a guerra
E sair da minha terra
Armado para matar
Mas porquê? Eu perguntava
Mas ninguém me respondia
Era assim mesmo, era assim
Deixar tudo e partir
Sem certeza de voltar
Eu era apenas um número
Era alguém que disparava
Quer fosse direito ou torto
Estivesse vivo ou morto
Para nada mais contava
Mas eu não me conformava
Não era nenhum herói
E não sabia odiar
Preferia trabalhar
A favor desta terra
Porque não fazer da guerra
A primavera da paz
E o dia mais feliz
Que na altura eu vivi
Foi quando a paz floriu
Em cravos naquele Abril
Gilberto Bernardo

Edit Template
Notícias Recentes
Nuno Sousa, ordenado Sacerdote em 2020, é actualmente o Pároco da Igreja de Nossa Senhora da Apresentação na Vila de Capelas
Governo promove IV Fórum das Migrações no Corvo e nas Flores
Paulo do Nascimento Cabral reúne com a Cônsul dos Estados Unidos nos Açores
Tríduo Pascal e Missa de Páscoa marcam o ponto alto do ano litúrgico cristão
Biblioteca Municipal Daniel de Sá acolhe Feira do Livro Usado e apresenta cartaz de actividades em Abril
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores