Edit Template

Governo da República não garante compensação à SATA pelas OSP sem concurso público

O Governo da República prometeu relançar as obrigações de serviço público (OSP) do transporte aéreo entre os Açores e o continente o “mais rapidamente possível”, mas considerou “difícil” compensar a SATA por realizar aquelas rotas sem concurso.
“Vamos relançá-lo o mais rapidamente possível. O concurso ficou vazio. Obviamente, isso tem de nos levar a uma reflexão sobre os termos do próprio concurso. Repetir o mesmo seria insanidade. Temos de refletir sobre as condições do concurso. Queremos fazê-lo o mais rapidamente possível. É uma obrigação”, afirmou o secretário de Estado das Infraestruturas aos jornalistas.
Hugo Espírito Santo, que falava em Ponta Delgada após uma reunião com o Governo dos Açores, referia-se às rotas não liberalizadas (Faial, Pico e Santa Maria) entre o continente e os Açores, asseguradas, desde 2015, sem compensações financeiras, pela companhia pública açoriana Azores Airlines/Sata Internacional.
A SATA foi a única a concorrer ao concurso público para assegurar a operação, mas acabou excluída por reivindicar um valor superior ao preço base.
Hugo Espírito Santo disse ser “difícil” compensar a SATA por realizar aquelas rotas sem concurso público, tal como defende o Governo dos Açores, devido às regras da União Europeia (UE).
“Vamos ter de avaliar. Parece-nos difícil neste momento. A UE tem regras muito estritas sobre a definição das obrigações de serviço público e a compensação destas obrigações de serviço público. Como tal, vamos ter de nos cingir à regulamentação europeia”, declarou.
O secretário de Estado salientou a “importância de definir os critérios das novas OSP” para que as “companhias aéreas possam vir a concurso”, defendendo que “não faz sentido” uma transportadora efetuar rotas de forma de deficitária.
“Não faz sentido uma companhia aérea estar a operar rotas de forma deficitária. Desse ponto de vista, estamos totalmente alinhados [com o Governo Regional]. A única questão é como é que conseguimos rapidamente dentro dos preceitos legais resolver esse tema”, insistiu.
A secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas do Governo dos Açores também reconheceu a importância de a SATA não desrespeitar as regras comunitárias, uma vez que está sob um processo de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia.
Berta Cabral, insistiu, contudo, no “direito” que a companhia aérea açoriana tem a ser “compensada”, notando a existência de um “conflito” entre duas exigências comunitárias: a de não efetuar rotas deficitárias e não receber ajudas de Estado ilegais.
“É justo que a SATA seja compensada por um serviço que está a prestar gratuitamente, também nesse sentido não correspondendo àquilo que são as exigências do plano de reestruturação de não ter rotas deficitárias”, salientou a governante.
Em junho de 2022, a Comissão Europeia aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de controlo (51%).

Edit Template
Notícias Recentes
Cedars House recebe concertoda temporada musical dos professores do Conservatório Regional da Horta
Catarina Alves “Pedras de Lava” entra no mercado canadiano via Toronto
Resgatado homem no porto de Ponta Delgada
Lançamento de “Árvore Anciã – Contos” marca estreia literária de Ricardo Barros
Açores são a região do país onde as empresas sentem maiores custos de contexto
Notícia Anterior
Proxima Notícia

Copyright 2023 Diário dos Açores