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PCP-Açores denuncia degradação social e económica

A Direção Regional do PCP Açores (DORAA) esteve reunida na Horta, para analisar a situação política e social, tanto a nível nacional como regional, e traçar as principais linhas de intervenção política do PCP.
Entre as várias conclusões, o PCP entende que, “no que diz respeito aos transportes aéreos, insiste-se em querer privatizar a Azores Airlines, e anda-se a reboque do centralismo do Governo da República, que tomou medidas relativas ao subsídio de mobilidade ainda antes do relatório final do grupo de trabalho”.
Quanto aos transportes marítimos de passageiros, ”vai sendo notícia que Atlanticoline avança com o aumento dos bilhetes a partir de Janeiro 2025, quando a aposta deveria ser no passe para as ligações no triângulo e a diminuição do seu valor”.
A administração pública regional “é desvalorizada e subfinanciada. Em muitos casos intensifica-se a exploração de quem nela trabalha, com consequências cada vez mais claras em termos de falta de serviços e de resposta às necessidades da população. Só mesmo o empenho e a dedicação dos trabalhadores mantêm um mínimo de normalidade”.
No campo dos salários, “verifica-se que a propaganda e os anúncios pomposos não correspondem às necessidades”.
E acrescenta: “Anuncia-se um aumento na remuneração complementar de 3%, e o alargamento da mesma a mais 800 trabalhadores, mas não se diz que quem recebe 100% da remuneração vai ter um aumento de 2,53 euros, e quem recebe 25% desta remuneração terá aumento de… 0,63!”
Os trabalhadores da Base das Lajes “não vêem a sua tabela salarial negociada e revista há cerca de 30 anos, e o que foi anunciado pelo Governo Regional, como resultado das reuniões bilaterais para se repor alguma justiça salarial, não passa de uma forma encapotada de manter os trabalhadores a receber abaixo do salário mínimo regional, nalguns casos mesmo com o suplemento agora criado. O que é necessário é determinar de vez que o salário base destes trabalhadores seja o SMR, ou um salário superior, acrescido dos outros complementos, como as diuturnidades”.

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