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PCP-Açores contra o aumento do custo de vida

A Direção Regional do PCP Açores (DORAA) esteve reunida em Ponta Delgada, para analisar a situação política e social, nacional e regional, e traçar as principais linhas de intervenção política do PCP.
De acordo com os comunistas, “os açorianos sentem no dia a dia o aumento brutal do custo de vida: é o pão, o café, os ovos, a carne, as comunicações, os transportes marítimos e terrestres, a habitação, os combustíveis. Só a garrafa de gás aumentou 5,50 euros, enquanto os governos, da República e o regional, procuram esconder as suas opções, que oferecem a 19 grupos económicos 32 milhões de euros de lucros por dia. A riqueza continua a concentrar-se nas mãos de uma minoria, mas os trabalhadores e a população têm uma vida cada dia mais difícil”.
Segundo o PCP, “este Governo Regional insiste em anunciar intenções e investimentos com pompa e circunstância, mas estes esforços de propaganda não aliviam os problemas da vida real dos açorianos”, dando como exemplo “os médicos, que estão desde Janeiro de 2024 sem receber os incentivos prometidos, e ponderam abandonar o Serviço Regional de Saúde. É assim em relação ao programa ‘Qualifica superior’, que estão há mais de um ano sem pagar, e a muitos outros sectores e áreas em que os pagamentos estão gravemente atrasados”.
“O governo regional, em vez de criar uma rede publica de creches, escolas e lares optou por entregar fundos aos privados para eles prestarem estes serviços, demitindo-se das suas funções sociais e mantendo a falta de condições e a precariedade em muitos destes equipamentos que são da sua tutela”, acrescenta.
Relativamente aos salários, “verifica-se que a propaganda e os anúncios pomposos não correspondem às necessidades. Aumentou a remuneração complementar em 2,53, e quem recebe 25% desta remuneração irá ter um aumento de 0,63 euros. Nem já é necessário comentar situações destas, porque os factos falam por si. O acréscimo ao salário mínimo nacional mantém-se nos 5%,com consequências gravosas na perda do poder de compra, num quadro em que as dificuldades sentidas pelas pessoas são enormes. Para dar um só exemplo, no último ano, em São Miguel, arrendar casa ficou mais caro em 14% relativamente ao ano anterior, enquanto o preço de venda das casas aumentou em 22% na Região. Esta é a realidade que governo regional não quer enfrentar, mantendo as opções políticas que criam injustiças e desigualdades”, diz o PCP.
O PCP-Açores revela ainda que já recolheu, no País e na Região, cerca de 95 mil assinaturas a exigir o aumento urgente de salários e pensões

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