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PS diz que Hospital de Angra deve garantir redundância no Serviço Regional de Saúde

Francisco César defendeu segunda-feira a importância de reforçar o papel do Hospital da Ilha Terceira enquanto estrutura essencial de redundância no Serviço Regional de Saúde, de forma a garantir que os cuidados prestados à população não fiquem dependentes de uma única unidade hospitalar.
“Temos de ter um Serviço Regional de Saúde em que os três Hospitais da Região se complementem, mas que sejam, também, redundantes, e aquilo que eu considero importante acontecer aqui no Hospital da Ilha Terceira é que seja alvo de um conjunto de investimentos que sirvam a Região como um todo”, afirmou Francisco César, à margem de uma reunião com Conselho de Administração do Hospital.
Salientando a capacidade deste Hospital para responder a emergências, o candidato socialista às eleições legislativas de 18 de maio defendeu a necessidade de instalação de uma unidade de hemodinâmica no espaço, por considerar “não podermos estar dependentes de apenas um Hospital com este serviço”.
“Se acontecer algum incidente, como já aconteceu, nós temos de ter a capacidade de dependermos de nós próprios”, assegurou o socialista, para acrescentar que também no caso da hemodiálise de alto fluxo a mesma deve ser instalada na ilha Terceira, “de forma a servir não só a população da ilha, mas, também, a Região”.
Para Francisco César, não faz nenhum sentido, numa emergência, ficarmos dependentes de instituições privadas ou de encaminhamento de doentes para o continente, “quando temos três bons Hospitais na Região”.
Na ocasião, o líder socialista manifestou, ainda, a sua preocupação quanto ao financiamento do Serviço Regional de Saúde, para denunciar o atraso no pagamento de apoios a doentes deslocados e o crescimento da dívida a fornecedores, incluindo à EDA.
“A dívida à EDA é hoje três vezes superior à que era no passado, há fornecedores da saúde cuja dívida é muito maior, mas, mais importante do que tudo, há doentes deslocados ao abrigo do complemento do doente oncológico, que não recebem há meses, alguns desde julho de 2024, porque os hospitais não têm capacidade de pagar”, afirmou o socialista.
“É uma escolha cruel quando uma administração de um Hospital tem de escolher entre pagar um medicamento ou apoiar um doente deslocado”, finalizou o candidato socialista às eleições legislativas nacionais, Francisco César.

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