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Açores celebram 100 anos de Escutismo: “O escutismo dá muito à sociedade”, afirma chefe João Carlos Tavares

O Corpo Nacional de Escutas (CNE) celebra este ano o seu centenário nos Açores, um marco histórico que assinala cem anos de presença, serviço e educação de jovens na região. As comemorações principais decorrerão de 22 a 25 de Agosto, na Ilha Terceira, precisamente onde tudo começou, com a fundação do primeiro agrupamento escutista açoriano, a 25 de Agosto de 1925.
Citado pelo Igreja Açores, o Chefe Regional, João Carlos Tavares, sublinha a importância desta data: “O escutismo é um movimento que dá muito à sociedade”, referindo o impacto positivo e transformador que o CNE tem tido ao longo das últimas décadas na formação de jovens açorianos.
O programa do centenário contará com a participação de mais de 500 escuteiros de toda a Região Autónoma dos Açores. Segundo João Carlos Tavares, a iniciativa pretende não só celebrar o passado, mas também fortalecer o futuro do movimento: “O nosso objectivo é termos uma representação de todos os 73 agrupamentos da região, com pelo menos um elemento presente na missa e no desfile comemorativo”.
Durante os dias de festa, haverá diversas actividades pedagógicas e de convívio. No sábado, dia 23, os escuteiros participarão em jogos por secções em diferentes pontos de Angra do Heroísmo, como o Jardim Público e o Relvão. À tarde, realizar-se-á o tradicional “jogo de cidade”, promovendo o espírito de equipa e a descoberta.
O sábado à noite promete ser um dos momentos altos das comemorações, com um concerto de animação escutista na Praça Velha.
“Estamos a preparar um espectáculo com músicas escutistas que marcaram gerações, um verdadeiro fogo de concelho em palco”, adianta o Chefe Regional.
No domingo, dia 24, terá lugar o Jubileu do Centenário, com um desfile que partirá do Seminário Episcopal, passando pela Rua do Rego até à Sé de Angra, onde será celebrada uma missa solene de acção de graças.
A 25 de Agosto, data oficial do aniversário, será descerrada uma placa comemorativa na sede da Junta Regional, na Praia da Vitória, seguida de uma sessão solene.
O escutismo nos Açores enfrentou altos e baixos ao longo de um século de história. João Carlos Tavares recorda momentos de grande crescimento, como a década de 1980, mas também reconhece os desafios actuais, com a diminuição do número de jovens e a falta de dirigentes em alguns agrupamentos.
“Temos agrupamentos abertos, mas com cada vez menos dirigentes. Temos que trabalhar na estratégia de recrutamento de adultos e na sua formação, que é urgente”, sublinha.
O líder regional destacou ainda o compromisso do CNE com a segurança e protecção das crianças e jovens, reforçando o investimento na formação dos dirigentes: “O CNE foi a primeira instituição da Igreja Católica em Portugal a implementar um plano estruturado de protecção de crianças e jovens. Criámos um movimento seguro, com formação obrigatória para todos os dirigentes”, afirma.
O Chefe João Carlos Tavares também reforça a dimensão educativa do movimento: “O escutismo ensina o espírito de serviço, a cidadania, a democracia e a responsabilidade comunitária. Num tempo em que os jovens estão cada vez mais isolados pelas tecnologias, o escutismo promove o contacto humano, o trabalho em equipa e o compromisso com a comunidade”.
O centenário do escutismo nos Açores é, segundo o chefe regional, um momento de orgulho e um desafio para o futuro: “São 100 anos de milhares de actividades e de milhares de sementes de esperança lançadas junto da juventude açoriana”, conclui.
Nos Açores existem 73 agrupamentos do CNE, cerca de 500 dirigentes e mais de quatro mil escuteiros. Os agrupamentos mais antigo e recente são da ilha Terceira: o aprupamento 23 da Praia da Vitória e o de Porto Martins, respectivamente.

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