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Federação Agrícola dos Açores lamenta a fraca adesão aos cursos de Ciências Agrárias da UAc

O presidente da Federação Agrícola dos Açores manifestou “a mais profunda preocupação pelo número insignificante de vagas preenchidas no curso de ciências agrárias da Universidade dos Açores, na 1ª fase do acesso ao ensino superior, no presente ano lectivo”.
Das 16 vagas oferecidas, apenas 4 foram preenchidas, aguardando-se que na 2ª fase apareçam mais candidatos. Para Jorge Rita, “com a descida continuada do número de alunos nos últimos anos, o curso de ciências agrárias da academia açoriana acompanha a queda imparável das ciências agrárias e da agronomia nas universidades portuguesas, com resultados que devem alarmar o país”.
Por outro lado, as 22 vagas do curso de medicina veterinária – preparatórios 1 e 2º anos (os restantes 4 anos são leccionados no continente), foram preenchidas na totalidade, por candidatos dos Açores e do continente. E há indícios de que os seis anos do curso possam ser leccionados em definitivo nos Açores, estando a decorrer conversações nesse sentido entre as academias envolvidas. “Médicos veterinários fazem falta à Região (nem todos ficam no arquipélago), mas os técnicos são imprescindíveis, pelo contributo à actividade agrícola em todas as ilhas”, sublinha o responsável.
“O resultado da 1ª fase do acesso ao ensino superior nas ciências agrárias é alarmante”, considera Jorge Rita, “porque reflecte uma inegável crise estrutural, num tempo de grandes exigências à produção, em termos de qualidade e de segurança. Confrontados também com as questões delicadas da sustentabilidade e das alterações climáticas, não podemos arriscar a falta de técnicos que garantam o futuro da agricultura na Região e no país”.
A própria universidade dos Açores vê com preocupação o resultado da 1ª fase de acesso ao ensino superior, no geral da oferta formativa e, esta semana, argumentou, em texto publicado no seu sítio na internet, que “as alterações introduzidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – a obrigatoriedade de um número maior de provas de ingresso e o aumento do peso dos exames na média final de candidatura – criaram um cenário mais excludente e desfavorável para muitos estudantes”.
“Solidária com as preocupações da nossa universidade, a Federação Agrícola dos Açores acrescenta que é preciso lutar contra a desvalorização social do sector, devolvendo a atractividade ao mundo rural e à agricultura, investindo no interior e nas ilhas, para que os jovens desenvolvam apetência pelas ciências agrárias e pela agronomia”, sustentou Jorge Rita.

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