Michael O’Leary, presidente executivo do grupo Ryanair Holdings, manifestou desagrado pela ausência de resposta das autoridades nacionais relativamente ao processo de reabertura da base no Aeroporto de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores. Durante uma conferência de imprensa realizada em Lisboa, o responsável afirmou que o pedido está a “ganhar pó” na administração pública portuguesa, noticia o Jornal de Negócios.
“Submetemos um plano ao Governo para duplicar o nosso tráfego em Portugal, passando de 14 para 28 milhões de passageiros nos próximos cinco anos. Temos novas aeronaves a serem entregues, por isso somos a única companhia que pode oferecer crescimento a Portugal”, declarou Michael O’Leary ao mesmo jornal
O responsável sublinhou ainda que, “parte desse plano é reabrir a base em Ponta Delgada, apesar de termos perdido dinheiro a fazê-lo. Mas enquanto conseguirmos crescer em Lisboa, Faro e Porto, vamos continuar a investir dinheiro e a crescer em Ponta Delgada também”.
O’Leary indicou ao Jornal de Negócios que o pedido de reabertura foi submetido “há cinco meses ao Governo português e desde então que está a ganhar pó”, aproveitando a ocasião para apontar críticas à morosidade dos processos decisórios em Portugal, sobretudo no que toca à administração pública.Segundo Michael O’Leary, esta expansão possibilitaria “entregar crescimento fora da época alta e em aeroportos regionais, havendo muito menos sazonalidade em Faro, Ponta Delgada e na Madeira”.
A base nos Açores foi inaugurada a 31 de março de 2015, tendo encerrado por falta de rentabilidade. A Ryanair pretende agora reativar essa operação no arquipélago como parte de um plano de crescimento para o mercado português.
