A 7ª edição do FUSO Insular inicia-se hoje, prolongando-se até domingo, com sessões na Igreja do Colégio em Ponta Delgada e no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande.
A sessão de abertura é uma parceria com a Bienal Walk & Talk. Partindo do tema da bienal de 2025 – Gestos de Abundância, a equipa curatorial – Claire Shea, Fátima Bintou Rassoul Sy, Jesse James e Liliana Coutinho – propõe uma viagem audiovisual por práticas artísticas que se debruçam sobre territórios em transformação — geográficos, afetivos, espirituais, ecológicos e políticos. Acontece hoje, pelas 21h30, na Igreja do Colégio.
A segunda sessão da Mostra, A inocência do olhar? é um pequeno inventário fragmentário do universo da videoarte portuguesa. O curador Jean-François Chougnet apresenta algumas das obras selecionadas e premiadas no concurso Open Call do Fuso Lisboa 2025, onde preocupações sociais de hoje encontram eco: a questão de género e o decolonialismo. E, sobretudo, trazem uma visão do mundo com sensibilidade, inteligência e sentido de humor.
Realiza-se igualmente na Igreja do Colégio.
A videoarte açoriana é destaque no FUSO INSULAR, com uma sessão dedicada às obras criadas durante o programa de residência Laboratório Imagem em Movimento. Em pleno verão açoriano, com a orientação teórica da realizadora Cláudia Varejão e o acompanhamento prático do artista André Laranjinha, as residentes Dryelle Andrade, Kateryna Kondratieva, Luisa Borges, Margarida Benevides, Maria Jorge Martins, Melrose, Rafaella Antunes e Rita Bolieiro propuseram ideias, criaram guiões, captaram imagens e sons e aventuraram-se por ilhas de edição, para contar suas histórias – autobiográficas ou ficcionais, com o território açoriano como denominador comum. Esta sessão está agendada para sábado, às 18h00 no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, Ribeira Grande.
A Mostra termina com a sessão Cinema de Autor, no domingo, 26 de outubro, às 18h00, no Arquipélago. Ali, serão projetadas obras da realizadora Cláudia Varejão. Em estreia absoluta nos Açores, será exibido Haverá eleições (2025) e Kora (2024), obras que falam de temas urgentes e necessários para uma reflexão sobre os tempos conturbados que vivemos. Haverá eleições trata de liberdade e democracia e Kora é um manifesto contra a guerra e a discriminação das mulheres.
O FUSO INSULAR surgiu em 2019, com o intuito de suprir uma lacuna então existente no panorama artístico dos Açores no que diz respeito ao conhecimento e à formação na área da imagem em movimento. Com um programa de residência criativa e uma mostra de videoarte de artistas nacionais e internacionais, o tem como propósito fomentar a criação artística açoriana, apresentar novos conteúdos a um público alargado, divulgar a videoarte portuguesa e promover a produção audiovisual e cinematográfica na Região.
