As descargas de pescado em lota nos Açores totalizaram 152,0 toneladas em dezembro de 2025, uma quebra de 42,4% face ao mesmo mês do ano anterior (taxa de variação homóloga (tvh)) e uma diminuição de 46,7% em relação a novembro, segundo o destaque mensal do Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA), com base em informação da Lotaçor – Serviço de Lotas dos Açores, Sociedade Anónima (S.A.).
Em valor, as vendas atingiram 1,4 milhões de euros, recuando 33,8% em termos homólogos e 42,4% face ao mês anterior.
Em dezembro, a componente dominante foi a de peixe, com 131,4 toneladas, correspondendo a 86,4% do volume e 84,4% do valor total (cerca de 1,19 milhões de euros). Seguiram-se os moluscos, com 20,5 toneladas (13,5% do volume e 15,6% do valor, cerca de 221 mil euros), enquanto os crustáceos tiveram expressão residual, com 150 quilogramas (0,1% do volume).
A distribuição por ilhas mostra que São Miguel concentrou a maior fatia das descargas, com 59,5% do volume, mas com 47,1% do valor das vendas. A Terceira surge em segundo lugar, com 21,2% do volume e 28,9% do valor. Seguiram-se Faial (5,4% do volume e 8,6% do valor), Pico (5,3% e 3,1%), Graciosa (4,8% e 7,3%), Santa Maria (1,4% e 1,8%), São Jorge (1,3% e 1,5%), Flores (0,7% e 0,9%) e Corvo (0,4% e 0,7%).
Apesar do recuo do volume descarregado, o preço médio aumentou, situando-se em 9,31 euros por quilograma, mais 14,9% do que em dezembro de 2024 e mais 8,0% do que em novembro. O Corvo registou o preço médio mais elevado (17,49 euros por quilograma), bastante acima da média regional, seguindo-se Faial (14,74), Graciosa (14,14), Terceira (12,72), Flores (12,66), Santa Maria (12,40), São Jorge (10,17), São Miguel (7,37) e Pico (5,48).
No quarto trimestre de 2025, as descargas em lota ascenderam a 845,6 toneladas, com um valor total de 6,0 milhões de euros. Em termos homólogos trimestrais, o volume caiu 19,9% e o valor diminuiu 3,7%, mas o preço médio subiu 20,3% face ao mesmo trimestre do ano anterior.
No balanço de 2025, o SREA aponta para 12,9 mil toneladas descarregadas em lota, num total de 46,9 milhões de euros, o que representa aumentos homólogos de 35,2% no volume e 18,0% no valor. Ainda assim, no conjunto do ano, o preço médio registou um decréscimo de 12,7%. Por ilhas, o volume anual aumentou em todas, excepto Graciosa (-28,3%) e Flores (-3,9%), destacando-se o Pico (+186,8%), enquanto, em valor, cresceram Pico (+128,7%), Santa Maria (+57,5%), São Jorge (+49,2%), Faial (+20,8%), Terceira (+6,1%) e São Miguel (+1,9%), com quedas em Graciosa (-12,7%), Flores (-7,1%) e Corvo (-1,8%).
O SREA sublinha que os dados dizem respeito a descargas em lota de peixes, moluscos e crustáceos e não incluem pescado rejeitado nem caldeirada, nem algas não destinadas a consumo humano, acrescentando que, por arredondamento, os totais podem não coincidir com a soma das parcelas.
