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Anticiclone dos Açores fraco permite recorde de depressões

Março ainda não terminou e já conta com quatro depressões, um recorde.
“Para o mês de Março, 2025 é agora o ano com mais depressões nomeadas”, adianta o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Até agora, já se abateram sobre Portugal e a Península Ibérica as depressões Jana, Konrad, Laurence e Martinho.
“Este número de depressões não é usual em Março ou em qualquer mês do ano, mas não é inédito”, adianta o IPMA. “Desde que se nomeiam as depressões nesta área da Europa, ou seja, desde 2017, já foi registado nos meses de Inverno meteorológico um número igual ou superior, sendo que o valor mais elevado foi de cinco depressões em Janeiro de 2021.”
“A formação de depressões é originada por ondulações em frentes que separam massas de ar mais frio a norte de [massas de] ar mais quente a sul”, explica o IPMA. Esta perturbação inicial vai-se acentuando até se tornar circular. Apesar de este fenómeno poder ocorrer todo o ano, ele é mais intenso no Inverno, provocando chuva, frio e vento forte.
Por outro lado, nesta altura de Inverno e de transição de estações, o anticiclone dos Açores está mais fraco e situa-se mais a sul do que o normal, ficando mais longe da Península Ibérica. Este deslocamento permite que as depressões que se formam no Atlântico Norte atinjam o território nacional. Mas tudo isto está dentro dos padrões normais da temporada.
“O que torna este mês de Março particularmente interessante é a elevada frequência com que estas depressões têm atravessado o território num curto período de tempo”, aponta o IPMA.
“Além disso, estes episódios vêm na sequência de um Janeiro muito chuvoso e de uma segunda quinzena de Fevereiro na qual foi também registada precipitação”, salienta o instituto.
Além dos factores bem estudados que estão na base da formação das depressões, “poderá ser uma questão bastante pertinente” relacionar as alterações climáticas à frequência fora do comum das tempestades que estão a chegar à Península Ibérica, refere o IPMA.
A origem desta possibilidade está nas temperaturas das águas superficiais oceânicas.

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